Petistas devem manter força em área metropolitana

Partido enfrenta disputa acirrada para recuperar Santo André, governada hoje pelo PTB, e é favorito em Guarulhos e Mauá

FELIPE FRAZÃO, PEDRO DA ROCHA, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2012 | 03h02

Há hoje um candidato petista com chance de vitória em cada uma das quatro grandes cidades da Região Metropolitana de São Paulo que escolhem o prefeito neste 2.º turno: Santo André, Mauá, Diadema e Guarulhos. O PT caminha, assim, para manter a influência no entorno da capital paulista, sobretudo na região do Grande ABC, onde só teme perder em Diadema (mais informações abaixo). O foco do partido é retomar Santo André, prefeitura conquistada em 2008 pelo PTB de Aidan Ravin - que agora tenta a reeleição contra o deputado estadual Carlos Grana (PT).

Santo André concentrou os esforços petistas tão logo o 1.º turno acabou, com a virada de Grana (42,85% dos votos válidos) à frente de Aidan (37,23%). O PT promoveu reuniões de militantes e vereadores com o mais influente prefeito da região, Luiz Marinho (PT), da vizinha São Bernardo do Campo. Reeleito no 1.º turno, Marinho cedeu estrutura de campanha para Grana, como cabos eleitorais.

A gestão de Marinho virou, até mesmo, "caso de sucesso" usado por Grana como exemplo de comparação com a gestão de Aidan durante debates. De outro lado, o petebista enfatizou parcerias com o governo do Estado. Geraldo Alckmin (PSDB) foi até Santo André participar de ato com Aidan, por influência da relação próxima que tem com o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado. Só com a reeleição de Aidan o PTB manterá poder na região - o partido perdeu a prefeitura de São Caetano do Sul.

O PT, por sua vez, lançou às ruas seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que percorreu bairros da cidade em caravana. Grana virou candidato do partido por influência direta de Lula.

Grana conseguiu o apoio de dois candidatos derrotados no 1.º turno: Raimundo Salles (PDT) e Alexandre Flaquer (PRTB). No entanto, não costurou aliança com Nilson Bonome (PMDB), que apoiou Aidan. Bonome foi um dos principais secretários na gestão Aidan - ocupou a titularidade nas pastas de Saúde, Finanças e secretaria de Gabinete. A posição de Bonome contrariou o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e foi um dos acertos do partido com o PT que fracassaram na região.

Duelo. Enquanto negociava apoio ao PT em São Paulo, o PMDB tentava evitar a presença de Lula no palanque de Donisete Braga (PT) em Mauá. Mas não conseguiu. Lula participou de ato em prol de Braga e prometeu intermediar recursos para uma gestão dele. Alckmin fez comício com Vanessa Damo (PMDB).

Braga ultrapassou Vanessa nas últimas semanas do 1.º turno e venceu com 38,3% dos votos válidos (76 mil). Vanessa teve 33,9% (67 mil), diferença de apenas 9 mil eleitores. Terceiro colocado, Átila Jacomussi (PPS) ficou com Braga, apesar de parte do PPS, sigla de oposição no plano federal, estar com Vanessa - a quem também aderiu o quarto colocado, Irmão Ozelito (PTB).

Debandada. Em Guarulhos, o prefeito Sebastião Almeida (PT) é favorito. Almeida avançou ao 2.º turno com 49,6% dos votos válidos (283 mil). A quase vitória fez com que o 'pacto da oposição', acordado no 1.º turno entre os partidos oposicionistas, fracassasse. Ele recebeu o apoio do terceiro colocado, Wagner Freitas (PP). O quinto, Alan Neto, do DEM (partido oposicionista ao PT no âmbito federal e da base de apoio de Alckmin), está ao lado do petista, assim como seu vice, Eduardo Kamei (PTB).

O único candidato a declarar apoio a Carlos Roberto (PSDB) - que teve 29,3% dos votos (167 mil) -, foi o ex-prefeito Jovino Cândido (PV), quarto colocado. O verde divulgou documento em que declarou apoio ao "candidato da oposição".

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