Petista volta a defender fim da taxa de inspeção veicular

Haddad diz que, se eleito, tentará apoio da base na Câmara Municipal para cancelar cobrança logo no início de mandato

O Estado de S.Paulo

17 de março de 2012 | 03h06

O pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, voltou a defender ontem a extinção da taxa de inspeção veicular ambiental na capital paulista. Haddad quer que o fim da taxa, de R$ 44,36, seja uma das primeiras medidas de seu mandato, se eleito.

"Pretendemos verificar na Câmara dos vereadores se há espaço para que a supressão da taxa de inspeção seja uma das primeiras medidas", disse, em visita ao Parque Bristol, zona sul de São Paulo. "Sinceramente, estou colocando um tema que faz sentido. A cidade está cara e nós temos que começar a desonerar o paulistano de alguns encargos."

Para o petista, ao parar de exigir o pagamento da taxa, a capital terá benefícios ambientais, porque não haveria mais a fuga de proprietários de carros que registram o automóvel em outras cidades e Estados do País para evitar a cobrança.

O ex-ministro vai manter o serviço, mas fundamentou o raciocínio sobre o cancelamento da cobrança no aumento da carga tributária e da arrecadação do município. Ele dispensa estudos econômicos para extingui-la.

"Quando digo que o paulistano paga a maior alíquota de IPVA do Brasil e só o aumento da arrecadação do IPVA previsto para este ano já é suficiente para anularmos a taxa, estou dizendo que a cidade hoje pode tomar essa atitude, inclusive melhorando a qualidade do ar, porque um quarto da frota não passa pela inspeção. Outra parte está sendo licenciada em municípios limítrofes ou outras capitais para se valer do IPVA mais baixo."

Debate. O petista afirmou que o gesto do pré-candidato José Serra (PSDB), ao dizer que defende a manutenção da taxa para os donos de carros, foi "generoso da parte dele". Mas Haddad comentou que a conduta do tucano - que, em geral, evita dar respostas ao petista em público - pode ser uma estratégia.

"É um político veterano, que tem suas práticas e muitas vezes não gosta de participar do debate", disse Haddad. "Se oferecermos um debate de alto nível sobre os problemas da cidade antes da eleição, quem ganha é o cidadão."/ FELIPE FRAZÃO

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