Petista segue tucano e vai levar sindicalistas a programa

Dilma é aconselhada a repetir Aécio e vai gravar conversa com dirigentes das centrais; Lula vai rodar o País

Vera Rosa e JOÃO VILLAVERDE, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 03h00

Sem conseguir acertar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um comício em porta de fábrica no ABC paulista, a presidente Dilma Rousseff encontrará hoje em São Paulo aproximadamente 200 líderes sindicais, que vão gravar com ela cenas para o horário eleitoral de TV.

Lula tem se queixado, em conversas reservadas, que a agenda de Dilma “muda a toda hora” e que é impossível fazer uma programação com antecedência. Além disso, o comando da campanha acha mais prudente concentrar a presença de Lula, neste momento, nas regiões Norte e Nordeste e em Minas, mas não em São Paulo, onde a presidente teve seu segundo pior desempenho no País, atrás do Distrito Federal.

Pesquisas encomendadas pelo PT indicam que, desde as últimas denúncias de corrupção na Petrobrás, a rejeição de Dilma aumenta na capital paulista, principalmente em setores de classe média, quando ela aparece ao lado de Lula. Diante disso, o ex-presidente decidiu se concentrar em “agendas paralelas” e de bastidor.

A participação dos representantes da CUT, UGT, Nova Central, CTB, CSB e Contag no programa de TV de Dilma, sob a direção do marqueteiro João Santana, foi fechada pela própria presidente. No domingo, quando visitou em São Paulo o CEU Jambeiro, na zona leste, Dilma foi alertada de que precisava do “apoio de trabalhadores” na propaganda.

Ao se reunir naquele dia com os presidentes da CUT, Wagner Freitas, e da UGT, Ricardo Patah, Dilma ouviu que o candidato do PSDB, Aécio Neves, já tinha aparecido com sindicalistas no horário eleitoral. Eles a aconselharam a fazer o mesmo “para não parecer sozinha”.

Na tarde de terça-feira, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, acertou os últimos detalhes do roteiro na TV com os dirigentes das centrais. Até João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical - central que apoia Aécio - gravará agora mensagem para Dilma.

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