Petista nega irregularidade e questiona promotores

Em nota, a assessoria do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirma que todos os contratos firmados na gestão do petista na prefeitura de Belo Horizonte "foram analisados técnica e juridicamente e fechados em observância à legislação" e que as contas relativas ao período estão disponíveis no Tribunal de Contas do Estado.

O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2013 | 02h06

"O ministro estranha apenas que resolvam investigar contratos da sua gestão, a título de devassa, mais de quatro anos após sua saída do comando da PBH e a apenas um ano das eleições de 2014", diz o documento. Pimentel é, até o momento, o nome mais cotado do PT para concorrer ao governo mineiro nas eleições do ano que vem.

A assessoria da Fundep informou que a contratação da fundação por órgãos públicos com dispensa de licitação "tem amparo na legislação, cabendo ao contratante realizar o enquadramento cabível". No caso dos contratos com a prefeitura de Belo Horizonte, a Fundep enviou todos os documentos solicitados pelo Ministério Público, "não se eximindo de atender às solicitações e de colaborar nas averiguações".

A Fiemg informou que sua participação na elaboração de projeto de revitalização do Anel Rodoviário da capital mineira "se restringiu à realização da contratação de empresas especializadas de engenharia de projetos para a elaboração do projeto final de engenharia rodoviária".

Em depoimento prestado em 9 de maio, no inquérito civil 0024.13.0020589, o vice-presidente de Assuntos Corporativos da Mendes Júnior, Ângelo Alves Mendes, negou haver irregularidade no processo para recuperação do canal do Ribeirão Arrudas. Ele contou que a empresa já havia trabalhado para a própria prefeitura, inclusive na obra de canalização do Arrudas, e afirmou não saber o motivo da contratação com dispensa de licitação. Mas declarou que poderia ser a urgência da obra. "Em se tratando de Brasil, em razão do grande gargalo existente, grande parte das obras em execução tem caráter emergencial." / M.P.

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