Petista nega elo de punição a TV com fim de programa

O presidente do PT em São Paulo, o deputado estadual Edinho Silva, contestou ontem qualquer possibilidade de ligação entre o fim do programa que ele mantinha na TV Canção Nova e a decisão do Ministério Público Federal de pedir na Justiça a suspensão da concessão dada à emissora. "O Ministério Público, que age de maneira completamente independente, encaminhou o processo em setembro. A suspensão do programa ocorreu agora, em novembro", afirmou.

ROLDÃO ARRUDA, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2011 | 03h01

De fato, embora tenha divulgado a medida na quarta-feira, o MPF ajuizou a ação contra TV Canção Nova, ligada à Renovação Carismática Católica, em 20 de setembro. A ação foi distribuída à 1.ª Vara Federal de Guaratinguetá dois dias depois, mas ainda não foi apreciada pelo Judiciário.

O procurador Adejame Alexandre Oliveira, autor da ação, também pediu à Justiça a anulação da concessão da TV Aparecida, outra emissora católica. Neste caso, a ação, ajuizada em 22 de setembro, já foi recebida.

Nas duas situações o promotor alega que deveriam ter sido realizadas licitações públicas antes de se definir a concessão. Sem as licitações, os processos seriam nulos.

A suspensão do programa de Edinho estaria ligada a pressões de alguns setores da Igreja.

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