Petista enfrenta candidato do PTB no 2º turno em Santo André

PT tenta emplacar a quarta vitória consecutiva na corrida pela prefeitura desta cidade do ABC paulista

Da redação,

06 de outubro de 2008 | 00h53

A disputa para a prefeitura de Santo André será decidida no segundo turno, entre os candidatos Vanderlei Siraque (PT) e Dr. Aidan, do PTB. O petista teve 48,89% dos votos deste domingo, 5, contra 21,75% do petebista. Veja também: Petista declara vitória em Osasco e diz que quer ajudar Marta Petista surpreende e se elege no primeiro turno em Diadema Petebista mantém hegemonia e se reelege em São Caetano Eleição em São Bernardo terá segundo turno entre PT e PSDBVárias novidades marcaram a eleição deste ano em Santo André, apesar de o Partido dos Trabalhadores ter grandes chances de emplacar a quarta vitória consecutiva na corrida pela prefeitura. O candidato Vanderlei Siraque, do PT, que pela primeira vez na história conseguiu o apoio de mais nove partidos , liderou com folga todas as pesquisas de intenção de voto, mas para isso os petistas também têm pela primeira vez um vice de outro partido: Cícero Firmino, o Martinha, do PDT, presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.   Desde 1982, quando disputou e perdeu a primeira eleição com Celso Daniel (prefeito assassinado em 2002), o PT sempre apresentou chapa pura. Agora, o vice de Siraque representa mais que a aliança com o PDT. Trata-se, na prática, da união entre CUT e Força Sindical, corrente à qual Martinha é filiado e da qual é um dos líderes.   Disputam com Siraque os votos dos 533.428 eleitores de Santo André quatro concorrentes: o médico e vereador em primeiro mandato Aidan Ravin (PTB), o ex-prefeito Newton da Costa Brandão (PSDB), que já governou a cidade em três mandatos (1969 a 1972, 1983 a 1988 e 1993 a 1996) e foi deputado estadual, o advogado Raimundo Taraskevicius Sales, do DEM, que tem a maior coligação, unido a outros 10 partidos , e o professor universitário e ex-vereador Ricardo Alvarez (PSOL), que tem o apoio da família do ex-prefeito Celso Daniel.   As 21 cadeiras da Câmara Municipal foram disputadas por 432 candidatos, entre os quais destaca-se o ex-deputado federal e ex-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho. Acusado de envolvimento no escândalo do mensalão, ele foi absolvido em plenário, mas condenado nas urnas em 2006, quando não conseguiu se reeleger. A candidatura é uma tentativa de reiniciar a vida política. Ele teve uma das campanhas mais movimentadas da cidade.   Análise   O cientista político Nilton César Tristão, sócio-proprietário do Instituto Opinião, afirma que fatores como as gestões atuais e anteriores da legenda na região e a presença de Lula na campanha local cooperam com esse panorama favorável do PT no ABC.   Para Tristão, a liderança da sigla em Santo André é mantida desde o último mandato do prefeito Celso Daniel, vítima de um seqüestro em 18 de janeiro de 2002. Após dois dias, o cadáver de Daniel foi achado numa estrada em Juquitiba (a 78 quilômetros da capital paulista), com sete perfurações de bala. Vitrine da agremiação na época em que era prefeito, ele tinha boa avaliação e parece ter deixado para o atual prefeito, João Avamileno (PT), e Siraque parte da "densidade eleitoral" da qual era dono. Atrás de Siraque, que tinha 33% nas intenções de voto no último Ibope, do dia 31 de agosto, vem o ex-prefeito Newton da Costa Brandão (PTB), com 15%.   Campanha   Superstição ou jogada de marketing para fixar o número da candidatura pelo eleitorado, o fato é que três dos cinco candidatos a prefeito de Santo André usaram a numerologia para divulgar seus programas. O deputado estadual Vanderlei Siraque, do PT (13), teve um plano de governo com 713 propostas. O vereador Aidan Ravin, do PTB (14), tinha como bandeira dividir a cidade em 14 regiões, enquanto Raimundo Salles, do DEM (25), oferecia 25 soluções para cada um dos 25 problemas detectados no município.

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