Petista compara eleição à disputa de Lula contra Collor em 1989

Coordenador financeiro da campanha de Dilma afirmou que 'nível de manipulação' é semelhante ao da disputa daquele ano

Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2014 | 10h28

 Ribeirão Preto - O coordenador financeiro da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição, Edinho Silva, classificou o embate eleitoral no segundo turno entre a petista e o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB), como "uma guerra" e "um vale tudo", numa referência ao uso, pelo tucano, da divulgação de depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, os quais apontaram propinas pagas por empreiteiras em obras da estatal ao PT, PMDB e PP - partidos da base aliada do governo. Edinho engrossou o coro da própria presidente Dilma, que, na sexta-feira, comparou a divulgação dos depoimentos em plena campanha do segundo turno a um "golpe".

"Chegamos ao nível de manipulação de informação que só foi visto na eleição do (ex-presidente, Fernando) Collor em 1989", disse Edinho, numa referência aos ataques feitos à época ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Collor, hoje senador reeleito por Alagoas e integrante da base aliada da Dilma. "Abriu-se uma guerra e temos de enfrentá-la, pois estão criando um vale tudo sem precedentes e o exemplo disso é como o depoimento (de Costa e Youssef) foi parar na imprensa", disse.


Ainda segundo Edinho, "a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Procuradoria Geral da República deveriam se posicionar" sobre a divulgação e o uso das denúncias envolvendo a Petrobrás e o governo pela oposição. "Caso contrário, vai se criando um padrão de manipulação perigoso para todas as próximas eleições. Fico preocupado com o que vai acontecer com o futuro eleitoral", concluiu.

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