Petição online quer impedir que pastor assuma comissão

As chances de o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara fez com que internautas abrissem ontem uma petição como forma de protesto ao nome que encabeça a lista de candidatos da sigla para chefiar o colegiado. Até a conclusão desta edição, mais de 24 mil pessoas haviam aderido à manifestação.

RICARDO CHAPOLA, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2013 | 02h01

No abaixo-assinado, internautas pedem a destituição do pastor caso ele seja, de fato, nomeado para o cargo. Os protestos acontecem porque, em 2011, Feliciano protagonizou uma polêmica ao escrever, em seu perfil no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva "ao ódio, ao crime e à rejeição". Ele disse ainda que descendentes de africanos são "amaldiçoados".

"É inaceitável que a comissão fique nas mãos de alguém que irá lutar contra qualquer avanço em direção ao reconhecimento dos direitos humanos", diz a petição.

Em nota oficial enviada ao Estado, o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, deputado Domingos Dutra (PT-MA), afirmou que Feliciano é desinformado e que ele pretende presidir um colegiado de minorias de forma "preconceituosa, fundamentalista, externando ódio homofóbico e intolerância".

Anteontem, o pastor disse que a comissão se tornou um espaço de defesa de "privilégios" de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Sugeriu também que a última gestão gastou quase todo o tempo dedicando-se a assuntos relacionados à comunidade LGBT e deixou "em segundo plano" as outras minorias.

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