Pesquisa sem registro 'dói no bolso' em MG

Em Cataguases, juíza aplicou multa de R$ 53 mil a morador que publicou levantamento no Facebook

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h05

Um morador de Cataguases, na Zona da Mata mineira, foi multado em R$ 53,2 mil pela Justiça Eleitoral por divulgar uma pesquisa sem registro no Facebook. O levantamento foi considerado falso pela Justiça, que já havia expedido liminar para a retirada do material da rede social a pedido da coligação do prefeito Wiliam Lobo (PSDB), candidato à reeleição.

Na ação, a candidatura do prefeito apresentou documentação do Instituto de Pesquisa, Estudos e Estatísticas Sociais (Ipeso), citado como autor da pesquisa, negando ter realizado o levantamento. Além da retirada do ar e da multa, a juíza Christina Bini Lasmar ainda determinou ao dono da página, Roberto Carlos Carrara Theodoro, conhecido como Beto Carrara, que mantenha em seu perfil por pelo menos uma semana uma declaração explicando o motivo de retirada do material.

Divulgação indevida. "Os documentos acostados à inicial não deixam dúvidas quanto à indevida divulgação da pesquisa não realizada e tampouco registrada", ressaltou a magistrada, que também proibiu Beto Carrara de divulgar impressos com o levantamento não registrado.

Na semana passada, a juíza já havia estipulado multa de R$ 5 mil para cada dia em que a pesquisa fosse mantida no ar e outros R$ 5 mil por dia em que ela fosse distribuída.

O Estado localizou uma página de Beto Carrara no Facebook, mas ela é fechada e não é possível ver o conteúdo. Beto Carrara não foi encontrado ontem pela reportagem. Ele ainda pode recorrer da sentença ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). / MARCELO PORTELA

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