FOTOS NILTON FUKUDA/ESTADÃO e GUSTAVO CABRAL/A12
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Pesquisa mostra coesão de confronto PT e anti-PT

Bolsonaro cresce entre antipetistas e Haddad avança junto a apoiadores do partido; quadro reduz espaço para terceira via nas eleições 2018

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2018 | 05h00

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) cresce entre os antipetistas, enquanto o candidato Fernando Haddad (PT) avança entre os simpatizantes de seu partido. A cada pesquisa da série Ibope/Estado/TV Globo, esses dois polos aparecem mais coesos em torno dos dois candidatos, reduzindo os espaços para a ascensão de uma eventual terceira via nas eleições 2018

A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, 24, revelou que Bolsonaro parou de crescer e se estabilizou com 28% das intenções de voto. No universo dos antipetistas, porém, ele continua avançando. Entre os brasileiros que não votariam no PT de jeito nenhum – segmento formado por três em cada dez eleitores – Bolsonaro cresceu 18 pontos porcentuais desde que foi alvo de uma facada, em 6 de setembro, quando fazia campanha em Juiz de Fora (MG).

O candidato do PSL tem 59% das intenções de voto entre os antipetistas – a taxa era de 41% no dia 5 (véspera do atentado) e de 53% no dia 11. No mesmo período, a ascensão de Haddad entre os simpatizantes do PT foi ainda mais acentuada. Nesse segmento, que concentra 27% do eleitorado, ele tinha apenas 17% e 23% das intenções de voto, respectivamente, nas pesquisas do dia 5 e do dia 11, antes de ser oficializado candidato. 

No primeiro levantamento do Ibope com Haddad como candidato, divulgado no dia 18, ele chegou a 50% entre os petistas. A linha de crescimento se manteve até esta segunda-feira, quando ele avançou para 57% entre os simpatizantes de sua legenda. 

A consolidação de Bolsonaro entre os antipetistas reduziu o espaço para a concorrência nesse grupo. Ao mesmo tempo em que Bolsonaro subia 18 pontos em cerca de três semanas, a soma das taxas dos adversários caía 11 pontos. A principal consequência desse movimento é o PSDB, que por mais de 25 anos polarizou a política nacional com o PT, perder na atual campanha o papel de protagonista no eleitorado avesso ao partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os antipetistas, o tucano Geraldo Alckmin tem apenas 10% dos votos, o equivalente a um sexto da taxa de Bolsonaro.

O instituto também perguntou qual é o partido da preferência dos entrevistados. O PT também fica em primeiro, com 27%. Na segunda colocação, com 5%, estão PSDB e PSL, que ganhou visibilidade com a ascensão de Bolsonaro. 

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