Pesquisa mostra alta na avaliação do governo Dilma

Parcela que considera gestão ótima ou boa vai a 45% e mantém tendência de elevação; taxa de ruim e péssimo soma 23%

José Roberto de Toledo e Daniel Bramatti, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 21h13

A pesquisa Ibope mostra que a avaliação do governo Dilma Rousseff manteve a tendência de melhora. A parcela da população que considera o governo ótimo ou bom foi de 43% para 45% em uma semana - a pesquisa anterior já apontava crescimento de 4 pontos no segmento. Já os que veem a gestão como ruim ou péssima passaram de 25% para 23%.

O desempenho pessoal da presidente é agora aprovado por 56% dos eleitores (eram 54% na semana passada e 49% no início do 2.º turno).

Em junho, quando a campanha começou de forma oficial, a aprovação ao governo (soma das taxas de ótimo e bom) estava em 31%. O índice apenas oscilou nesse patamar até o começo da propaganda eleitoral no rádio e na TV, em agosto. A partir daí, houve uma escalada até a faixa dos 40%, na metade de setembro. Desde então, o Ibope registrou oscilações em torno deste porcentual até o final do 1.º turno. O 2.º turno, porém, deu novo impulso ao governo. A taxa atingida agora é a mais alta desde a metade do ano passado.

A avaliação positiva é ligeiramente maior no eleitorado feminino (47% de ótimo ou bom) que no masculino (43%). Os mais jovens, de até 24 anos, estão menos satisfeitos que os mais velhos, com mais de 55 anos - 41% e 48%, respectivamente.

Na divisão do eleitorado por renda, os que mais avaliam o governo positivamente são os mais pobres, que ganham até um salário mínimo: 64%. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, a taxa cai a 32%.

Também há diferenças significativas de opinião segundo a região do entrevistado. No Nordeste, a administração Dilma é ótima ou boa para 57%. No Sudeste, essa taxa cai para 38%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios de todas as regiões, entre segunda e quarta-feira. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95% - em 100 levantamentos feitos com a mesma metodologia e nas mesmas datas, 95 terão o resultado dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no TSE com o número BR-01168/2014.

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