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Pesquisa Ibope: No segundo turno, Bolsonaro perde para Haddad, Ciro e Alckmin

Se disputa fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro por 43% ante 37% dos votos; presidenciável do PSL também perde para Ciro e Alckmin

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 19h22

Se um segundo turno das eleições 2018 fosse disputado hoje entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o candidato do PT venceria por 43% a 37%, segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 24. É a primeira vez que Haddad fica à frente de Bolsonaro neste tipo de simulação desde que foi confirmado como cabeça da chapa do PT. O capitão da reserva também perderia para Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Contra Ciro, Bolsonaro seria derrotado por uma margem de 11 pontos porcentuais: 46% a 35%. Se o confronto direto fosse contra Alckmin, o placar favorável ao tucano seria de 41% a 36%. Haveria empate técnico apenas se a adversária do candidato do PSL fosse Marina Silva (Rede): 39% a 39%.

Houve uma mudança de cenário em relação à pesquisa anterior, divulgada na última terça-feira. Na ocasião, Bolsonaro aparecia empatado tecnicamente com Haddad, Ciro e Alckmin, e à frente de Marina.

A última semana foi marcada por fortes ataques de adversários ao líder na corrida eleitoral, tanto em manifestações públicas dos próprios candidatos quanto na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

A vantagem de Haddad em um eventual segundo turno se deve ao voto feminino: entre as mulheres, ele venceria o candidato do PSL por 46% a 29%. Já os homens elegeriam Bolsonaro por 46% a 40%.

O petista também se sairia melhor no segmento do eleitorado com menor escolaridade e renda. Na faixa que ganha até um salário mínimo, o placar seria de 57% a 22%. Entre os de renda mais alta e curso superior, Bolsonaro lidera.

Na divisão geográfica do eleitorado, o principal reduto com candidato do PSL é a Região Sul, onde ele venceria um segundo turno contra Haddad por 43% a 34%. No Nordeste, a vantagem do petista seria de 37 pontos porcentuais (60% a 23%). No Sudeste, o placar pró-Bolsonaro é de 42% a 37%, mas os dois podem estar empatados, já que a margem de erro é maior quando se considera apenas a amostra dos moradores de cada região.

Candidatos do PT e do PSL têm a mesma parcela de eleitores convictos

Os candidatos do PT e do PSL têm praticamente a mesma parcela de eleitores convictos na opção para o primeiro turno, segundo a pesquisa Ibope. Haddad tem 51% de seu eleitorado fidelizado, enquanto Bolsonaro aparece com 49%. Na pesquisa anterior, do dia 18 deste mês, Haddad tinha 45%, ante 53% do presidenciável do PSL. 

Os dois candidatos são os que têm os menores índices de eleitores que classificaram o voto como uma mera preferência inicial, ou seja, passível de mudança ao longo da campanha. Bolsonaro tem apenas 13% de seu eleitorado nessa situação, e Haddad, 16%. 

Entre os eleitores de Ciro, 32% afirmam que sua decisão é definitiva — mesmo índice da pesquisa anterior. Outros 26% dizem que a escolha é firme, mas pode mudar ao longo da campanha. Alckmin tem 30% de seu eleitorado convicto. Os eleitores que disseram que a decisão é firme, mas pode mudar, representam 25%.

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Marina é a presidenciável com os eleitores menos resolutos. Dos entrevistados pelo Ibope que declararam voto na candidata, 29% dizem que se trata apenas de uma preferência inicial. Outros 25% responderam que a decisão é firme, mas pode mudar ao longo da campanha; e apenas 21% disseram que a escolha é definitiva. Este último índice caiu três pontos em relação à pesquisa anterior.

A pesquisa foi realizada nos dias 22 a 23 de setembro de 2018. Foram entrevistados 2506 eleitores em 178 municípios.  A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual  momento eleitoral, considerando a margem de erro.  

O levantamento foi contratado pelo Estado e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐06630/2018.

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