Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters
Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters

Ibope: No 2º turno, Bolsonaro vai a 59% dos votos válidos; Haddad tem 41%

A duas semanas do segundo turno, pesquisa mostra presidenciável do PSL com 18 pontos porcentuais à frente de petista; capitão reformado é o que tem mais votos convictos

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2018 | 18h50
Atualizado 15 de outubro de 2018 | 23h13

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida presidencial, com 59% das intenções de voto, na primeira pesquisa Ibope/Estado/TV Globo do segundo turno. A duas semanas da eleição, o deputado e capitão reformado tem 18 pontos porcentuais de vantagem sobre Fernando Haddad (PT), que aparece com 41%.

O cálculo considera apenas os votos válidos, ou seja, exclui os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, o placar é de 52% a 37% a favor de Bolsonaro. Há ainda 9% dispostos a anular ou votar em branco, enquanto 2% não souberam responder.

Após participar na noite desta segunda-feira de evento em homenagem ao Dia do Professor, Haddad minimizou a diferença. “Temos o desafio de tirar nove pontos dele e passar para nós. É uma tarefa difícil, mas é muito mais difícil aguentar quatro anos de governo dele.” Já Bolsonaro não se manifestou sobre os resultados até a conclusão desta edição.

O candidato do PSL lidera em todas as regiões do País, com exceção do Nordeste, mostra o Ibope. No Sul, no Sudeste e no Norte/Centro-Oeste, ele teria, respectivamente, 69%, 67%, e 64% dos votos válidos se a eleição fosse hoje. Já o eleitorado nordestino daria a Haddad 63%, contra 37% para o adversário.

De acordo com a pesquisa, o presidenciável do PSL tem apoio muito mais concentrado entre os evangélicos (74%), brancos (68%) e de renda e escolaridade mais altas. Já no segmento católico, a disputa entre os dois candidatos é mais acirrada: 53% para Bolsonaro e 47% para Haddad. Esse placar se repete no eleitorado que se declara negro ou pardo. 

O candidato do PSL lidera entre as mulheres, por 54% a 46%, mas a vantagem dele em relação a Haddad entre os homens é muito maior: 64% a 36%.

Petista lidera na faixa de renda até um salário mínimo

Na faixa de renda de até um salário mínimo, o candidato do PT lidera por 58% a 42%. Mas, em todas as demais, quem está à frente é seu adversário do PSL. A vantagem máxima de Bolsonaro aparece entre quem ganha mais de cinco salários mínimos: 72% a 28%.

Na segmentação do eleitorado por escolaridade, Haddad vence entre quem estudou até a quarta série do ensino fundamental, por 56% a 44%, e fica próximo de Bolsonaro na faixa da quinta à oitava série. Acima disso, o candidato do PSL lidera com folga, com o apoio de cerca de dois terços do eleitorado.

Rejeição de Haddad é maior: 47%

O Ibope mediu também o potencial de voto de cada um dos concorrentes. Após citar o nome dos candidatos, os entrevistadores perguntaram aos eleitores se votariam em cada um com certeza, se poderiam votar ou se não votariam de jeito nenhum.

Bolsonaro é o que tem mais simpatizantes convictos: 41% votariam nele com certeza, e 35% não votariam de jeito nenhum. Haddad é o que tem a maior rejeição: 47% não o escolheriam em nenhuma hipótese; outros 28% manifestaram certeza na escolha.

O Ibope também perguntou em que momento da campanha os entrevistados definiram seu voto. Quase um terço respondeu que foi “após o último debate”, “nos últimos dias” ou “no dia da eleição”. Pouco mais da metade afirmou que a escolha se deu no início da campanha.

O cruzamento das taxas de intenção de voto no segundo turno com o voto declarado no primeiro turno indica que Haddad herdou quase 60% dos eleitores de Ciro Gomes (PDT), que no dia 7 recebeu pouco mais de 12% dos votos válidos. Apesar de Ciro ter declarado “apoio crítico” ao candidato do PT no segundo turno, 25% de seus eleitores declaram agora apoio a Bolsonaro.

Já o eleitorado de Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou majoritariamente para o candidato do PSL O candidato do PSDB teve pouco menos de 5% dos votos no primeiro turno.

O Ibope ouviu um total de 2.506 eleitores nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. 

O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-01112/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

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