Pesquisa anima PSB; Aécio diz ser a 'principal saída'

Dirigentes do PSB, do governador Eduardo Campos, e da Rede, da ex-ministra Marina Silva, comemoravam o "crescimento significativo" do político pernambucano na pesquisa Datafolha, divulgada ontem. A presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno, hoje, se concorresse com Eduardo Campos e Aécio Neves (PSDB).

BRASÍLIA, SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2013 | 02h09

Após uma semana de intensa exposição por conta da aliança com Marina, Campos alcançou 15% das intenções de votos num cenário em que disputa com Dilma Rousseff (42%) e Aécio Neves (21%). Na sondagem anterior, de agosto, o pernambucano atingia de 8% a 5%, dependendo do cenário.

Em nota divulgada na noite de ontem, Aécio Neves, que preside o PSDB, diz que seu partido "é a principal alternativa da oposição". Ele ressalta que Dilma deve ficar preocupada porque os nomes da oposição são os que mais crescem.

Para o PSB, Campos se mostra o mais viável para disputar um segundo turno com Dilma. "O Eduardo passou a ser uma via possível", comemorou o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França. "Achávamos que, com muita sorte, chegaríamos a dois dígitos só no final do ano." O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), destacou no Twitter que Campos dobrou o índice de intenção de votos sendo conhecido por só 25% do eleitorado. Segundo a pesquisa, 8% dos entrevistados conhecem "muito bem" o governador e 17% o conhecem "um pouco". "É um crescimento que não pode ser contido e isso vai irritar ainda mais os adversários", afirmou o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

Mais competitiva. A pesquisa revela, porém, que Marina ainda é bem mais competitiva. Ela alcança 29% num cenário em que disputa com Aécio (17%) e Dilma (39%). O deputado Walter Feldman (PSB), dirigente da Rede, classificou como "extraordinário" o crescimento de Campos e nega a existência de pressão para Marina ser a cabeça de chapa. "Os dados são todos favoráveis à nossa aliança", afirmou. "A pesquisa foi muito positiva para Campos e Marina, neutra para Dilma e preocupante para o PSDB", afirmou o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ).

No Planalto, assessores da presidente minimizaram o crescimento de Campos. Um deles disse ao Estado que a aliança com Marina produziu "muita marola e pouco resultado". / DAIENE CARDOSO, LAÍS ALEGRETTI, TÂNIA MONTEIRO e PEDRO VENCESLAU

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