Pelegrino entra com representação contra ACM Neto em Salvador

Candidato do DEM entrou na Justiça contra petista por calúnia, injúria e difamação na segunda-feira, 24

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2012 | 17h46

Um dia depois de o candidato do DEM à prefeitura de Salvador, ACM Neto, entrar na Justiça comum para interpelar criminalmente seu principal adversário na disputa eleitoral, Nelson Pelegrino (PT), por calúnia, injúria e difamação, o petista ingressou nesta terça-feira, 25, com representação no Ministério Público Eleitoral contra Neto por injúria, por ter sido citado pela propaganda adversária como integrante do "time do mensalão".

Neto decidiu procurar a Justiça depois de a propaganda eleitoral petista afirmar que ele está sendo processado por dizer, em 2005, que sua vida e a de seus familiares estava sendo monitorada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o democrata, não existe tal processo.

Foi a suspeita de monitoramento por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a justificativa para Neto dizer, no plenário da Câmara, há sete anos, que era "capaz de dar uma surra no presidente". O vídeo com a fala foi bastante utilizado pela campanha de Pelegrino até a semana passada, quando a Justiça proibiu sua exibição.

Nesta terça, a coordenação de campanha de Pelegrino procurou o MPE por causa de um trecho da propaganda eleitoral de Neto, no qual um locutor diz: "Quem é do time do mensalão? É Pelegrino, meu irmão" - em alusão ao bordão "time de Lula", que vem sendo usado pela campanha de Pelegrino.

De acordo com a representação, assinada pelo criminalista Maurício Vasconcelos, a expressão tem "nítido caráter criminoso" por "aviltar a honra" do candidato e, "com isso angariar a simpatia do eleitor". "É conhecido que o representante (Pelegrino) não tem qualquer participação (no mensalão)", diz o texto. "Nem mesmo testemunha, de acusação ou defesa, (o candidato) foi."

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