Pela 1ª vez em 30 anos, Diadema elege prefeito sem ligação com legenda petista

Ex-tucano e agora filiado ao PV, Lauro Michels obteve 60,44% dos votos válidos, derrotando Mario Reali (PT)

O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2012 | 03h06

Diadema, cidade que elegeu o primeiro prefeito da história do PT, em 1982, deu ao partido ontem o pior revés do pleito municipal em seu berço político, o Grande ABC: a vitória de Lauro Michels (PV), com 60,44% dos votos válidos, ante 39,56% do atual prefeito, Mario Reali (PT). Foi a primeira vez, em 30 anos, que um candidato sem ligação com o PT venceu a eleição na cidade.

Com apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Michels formou uma frente antipetista e adotou o discurso do "novo". "Chegamos com um projeto inovador e o povo aderiu em massa", disse, após votar na Escola Estadual Filinto Muller, no centro.

Ex-tucano, ele deixou a legenda para concorrer ao Executivo depois que o ex-prefeito José Augusto foi contrário à sua candidatura em favor de sua mulher, Maridite de Oliveira (PSDB). Com 21 mil votos no 1.º turno, o apoio dela e de Alckmin foram decisivos na vitória do verde.

Nem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comícios recuperou a disputa a favor de Reali, que liderou o 1.º turno. Dirigentes petistas viram erros na estratégia de comunicação. Para Reali, Diadema tem "uma história de transformação que se confunde com a do PT".

Vereador por dois mandatos (2004-2012), Michels terá em 2013 orçamento previsto de R$ 1,015 bilhão. / A.R., F.F. e DANIELLE VILLELA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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