Peemedebista diz que denúncias são do 'jogo pré-eleitoral'

Líder do PMDB e candidato favorito à presidência da Câmara, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (RN) atribuiu ontem ao "jogo pré-eleitoral" as denúncias que envolvem o direcionamento de emendas parlamentares de sua autoria para a empresa de um ex-assessor. A empresa do ex-assessor de Alves também recebeu repasses de dinheiro público de um órgão do governo federal controlado politicamente pelo deputado. Em Porto Alegre, o peemedebista disse que não é sua "tarefa" fiscalizar o destino dos recursos liberados.

LUCAS AZEVEDO, ESPECIAL PARA O ESTADO, PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2013 | 02h04

"Quem cuida são os órgãos públicos, de fiscalização. Isso eu não cuido, porque não é a minha tarefa", afirmou. "Minha tarefa é conseguir o recurso para atender aos reclames, carências e expectativas do meu Estado, e isso tenho feito bem, porque senão não teria 11 mandatos consecutivos."

Na segunda-feira, Aluizio Dutra de Almeida, assessor de Alves, pediu demissão após o jornal Folha de S.Paulo revelar que ele é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio, empresa favorecida pelas emendas e repasses. Pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte contrataram a empresa por meio de emendas apresentadas pelo deputado ao Orçamento da União. O Departamento Nacional de Obras contra as Secas, controlado por Alves, repassou mais R$ 1,2 milhão para a Bonacci Engenharia por meio de convênios com prefeituras. Almeida é também tesoureiro do PMDB do RN, presidido pelo deputado.

Alves disse que o assessor se exonerou por "lealdade". "Se eu for relacionar a quantidade de emendas que eu destinei ao meu Estado e ao meu município nos últimos 10 anos, beira as mil. De repente, sou acusado de três emendas ali ou lá. É um negócio difícil de entender."

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