Peemedebista ajudou Gurgel em sua recondução ao cargo

Renan Calheiros (PMDB-AL) trabalhou nos bastidores do Senado para demover resistências de colegas a fim de garantir a recondução ao cargo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em meados de 2011.

RICARDO BRITO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2013 | 02h01

Gurgel é autor da denúncia que acusa Renan de crimes que quase o levaram à cassação em 2007.

Na época da recondução de Gurgel, os petistas eram resistentes a ao chefe do Ministério Público Federal por ele ter pedido àquela altura a condenação de 36 réus do mensalão, entre os quais a antiga cúpula do partido.

Na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça, fase que antecede a aprovação em plenário do nome do novo procurador-geral, Renan, que participou da contagem dos votos, não fez qualquer pergunta ao sabatinado. Elogiou-o pela "isenção" e pela "independência" e ressaltou que as suas palavras só reforçavam a posição do PMDB de apoio à recondução. "Parabéns, doutor Gurgel!", encerrou.

Na comissão, Gurgel teve 21 votos favoráveis e um contra. No plenário, antes da votação secreta, no mesmo dia, o líder peemedebista foi o primeiro a recomendar o voto "sim" em Gurgel, que recebeu 56 votos a favor e apenas seis contrários. Nesta semana, Renan classificou a denúncia da qual é alvo como "política".

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