SHANA REIS/IMPRENSA RJ
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PDT vai oficializar Martha Rocha como candidata à prefeitura do Rio

Confirmação do nome da deputada estadual e delegada aposentada acontece na mesma semana em que Paes e Crivella foram alvo de Operações do Ministério Público do Rio

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 19h49

RIO – Depois de apoiar o atual MDB por duas eleições seguidas, o PDT do Rio oficializa neste sábado, 12, a candidatura da deputada estadual Martha Rocha à prefeitura da capital. Primeira mulher a chefiar a Polícia Civil fluminense, a delegada aposentada, na Assembleia Legislativa, preside o Conselho de Ética e a comissão especial que apura supostos desvios na Saúde durante a pandemia.

A oficialização do nome de Martha se dá em momento que parece lhe ser favorável. Nesta semana, Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos), que também concorrerão ao cargo, foram alvos de operações o Ministério Público do Rio contra corrupção e crimes correlatos. Apesar desse cenário, aliados da deputada afirmam que sua campanha não será baseada em temas morais, mas na cidade.

A convenção do PDT, às 10h, estava prevista para ser presencial, na sede do partido na Praça Tiradentes, no Centro da capital fluminense. Mas, por segurança, devido à pandemia, será apenas em ambiente virtual.

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A pedetista conta com o apoio do PSB, comandado no Rio pelo deputado federal Alessandro Molon, e da Rede. A legenda de Marina Silva tinha ficado, inicialmente, com a nomeação do vice, o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello. A ideia seria somar, no discurso de campanha, valores que Martha e Bandeira associariam às respectivas trajetórias: ela, o compromisso com a segurança e a representatividade feminina; ele, a boa gestão financeira.

A chapa foi apresentada, em junho, com os dois juntos, sem a oficialização de quem a encabeçaria. O protagonismo de Martha, contudo, desagradou à Rede, o que trouxe um ambiente de incerteza quanto à consolidação da dupla.

A pré-candidatura foi apresentada em meio ao cenário formado pela desistência de Marcelo Freixo (PSOL), que tentou, sem sucesso, unir as esquerdas no Rio. O cenário nacional, principalmente a intenção do pedetista Ciro Gomes de concorrer à Presidência em 2022, empacou a aliança do chamado campo progressista. Ciro busca dar capilaridade ao partido, a fim de criar palanques em cidades-chave para daqui a dois anos.

 

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