Daniel Guimarães/Governo de SP
Daniel Guimarães/Governo de SP

PDT fecha aliança com Márcio França em SP e pede vaga de vice ou Senado

Governador de São Paulo participou da convenção do partido e disse que vai aceitar alianças de 'todos que quiserem apoiar'

Marcelo Osakabe e Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2018 | 14h56

SÃO PAULO - O PDT anunciou, na convenção estadual realizada nesta quinta-feira, 26, o apoio à pré-candidatura do governador Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo. Segundo o presidente do partido, Carlos Lupi, a ideia é receber, em troca, uma vaga na chapa majoritária de França, seja a de vice ou uma das vagas ao Senado Federal.

Questionado se isso implica que França dará palanque para Ciro Gomes e também para o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), Lupi disse entender que não. "O Alckmin virou 'Doria-dependente' aqui em São Paulo e colocou o França em segundo plano. Então, tenho esperança que ele se convença que o palanque dele é o do Ciro."

Apesar de sua presença não constar na programação, Márcio França esteve no evento. Questionado pelo Estadão/Broadcast sobre se existe algum incômodo em abrir espaço para tantos presidenciáveis em seu palanque no Estado, o pessebista relativizou. "Não existe mais palanque físico hoje, os debates são praticamente todos eletrônicos. Eles fizeram essa escolha por mim, tenho muito gosto disso. Assim como Paulo Rabello de Castro (PSC) e Alvaro Dias (Podemos), todos que quiserem nos apoiar, vamos aceitar", disse.

Além de Rabello, Dias e Ciro Gomes, França também deve participar de agendas com o pré-candidato do PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin, de quem era vice e a quem tentou levar o apoio de seu partido.

Com o fracasso da negociação com o Centrão, Ciro e o PDT ainda esperam pelo apoio do PSB no plano nacional. O governador paulista, no entanto, não fez menção a essa negociação. Em sua fala na convenção, chamou Lupi e Ciro de "amigos" e disse que PDT e PSB são partidos "quase-irmãos".

PSB

Sobre as negociações com o PSB, Carlos Lupi disse que já há acordos em oito Estados e que aguarda a definição oficial da sigla. "Não percebo resistência a Ciro no PSB. Se estivermos em tantos palanques juntos, esses candidatos vão participar do palanque de quem? Dos adversários?", questionou. 

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