DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Paulinho da Força diz que Josué 'não foi correto' ao demorar para decidir se será vice de Alckmin

Os dirigentes do bloco conhecido como centrão se reúnem nesta quarta-feira para discutir a aliança e a possível negativa de Josué Gomes

Renan Truffi, Vera Rosa e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2018 | 22h35

BRASÍLIA - O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, criticou nesta quarta-feira, 25, o empresário Josué Gomes (PR) pela demora em decidir sobre o convite para ser vice na chapa do pré-candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin. "Acho que o Josué não foi muito correto fazendo a gente esperar esse tempo", disse Paulinho ao chegar à residência do senador Ciro Nogueira (PP-CE).

Os dirigentes do bloco conhecido como centrão, formado por PR, PRB, PP, Solidariedade e DEM, se reúnem neste momento na casa de Nogueira para discutir a aliança e a possível negativa de Josué Gomes. O bloco se irritou com a recusa do empresário em ocupar o posto e, nos bastidores, partidos da aliança começaram a disputar a vaga.

Antes do jantar desta quarta-feira com Alckmin, em Brasília, dirigentes do centrão ainda esperavam a resposta definitiva de Josué, mas já traçavam um plano B. Enquanto o Solidariedade tentava emplacar a indicação do ex-ministro Aldo Rebelo como vice do tucano, o PP queria a cadeira para o empresário Benjamin Steinbruch.

O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional se filiou ao PP para ser vice do pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, mas a estratégia naufragou com o apoio do centrão a Alckmin. Agora, Steinbruch entrou na lista dos citados para fazer dobradinha com o presidenciável do PSDB.

A preferência do ex-governador por uma parceria com o deputado e ex-ministro Mendonça Filho (DEM-PE) causou ciúmes nos demais partidos do bloco. Dirigentes do centrão lembraram nesta quarta-feira que, pelo acordo firmado, todos ali se comprometem a apoiar a recondução do deputado Rodrigo Maia (RJ), que é do DEM, à presidência da Câmara em 2019.

A avaliação do grupo é a de que, em um cenário assim, com Maia reeleito para o comando da Câmara, o DEM já estaria "bem contemplado" na geografia do poder. "Acho que o vice (na chapa de Alckmin) não pode ser do DEM, porque aí já seria muita coisa", resumiu o presidente do PRB, Marcos Pereira

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