Pastor pede 'luz de Deus'para eleitor votar em Serra

Candidato vai a culto evangélico em agenda extraoficial para receber apoio público de ala da Assembleia de Deus

BRUNO BOGHOSSIAN, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h06

Pastores da Assembleia de Deus prometeu votos de fiéis de 100 congregações evangélicas para José Serra, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. O tucano participou de um culto do Ministério do Belém em São Mateus, na zona leste, na última sexta-feira, e ouviu um pedido de líderes religiosos para que "Deus ilumine os corações para votar" no candidato.

"Temos 100 congregações que estarão votando no senhor", disse o pastor Severino Pedro da Silva. "Que Deus lhe dê muita saúde e, como eu falei no inicio, Deus ilumine os corações para votar neste grande homem", pediu, ao fim do culto.

A participação de Serra na cerimônia não foi divulgada, mas foi gravada e publicada na internet por um site evangélico.

No culto, o tucano relacionou indiretamente o líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), à Igreja Universal. Os principais dirigentes do PRB são ligados à denominação evangélica. "Eu não tenho trabalho organizado. Outros candidatos têm no partido ou numa igreja, no caso da Universal", disse Serra aos fiéis.

A legislação eleitoral proíbe a realização de campanha dentro de templos religiosos, que são considerados bens públicos. A multa varia de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

No dia 7 de setembro, pastores do Ministério em Santo Amaro da Assembleia de Deus pediram votos para Celso Russomanno (PRB) durante um culto com a presença do candidato.

Os principais ministérios da Assembleia de Deus deram seu apoio a três candidatos. Serra tem o apoio do Ministério do Belém, Russomanno foi recebido pelo Ministério em Santo Amaro e Gabriel Chalita (PMDB) obteve declaração de apoio dos líderes do Ministério Madureira.

Chalita esteve em um culto da Assembleia de Deus no último domingo, comandado pelo pastor Samuel Ferreira. Estiveram presentes o vice-presidente Michel Temer e o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da bancada evangélica. / COLABOROU FELIPE FRAZÃO

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