Pastor pede ajuda a Alves e PSOL para manter cargo

A fim de viabilizar sua permanência à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) pediu ontem interferência do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para acabar com o clima de confronto de parlamentares do PT, do PSOL e do PSB com os evangélicos.

DENISE MADUEÑO, EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2013 | 02h45

No périplo em busca de apoio, Feliciano procurou o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que pediu para não envolver o Planalto na confusão, e até o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que é contrário à eleição do pastor na comissão.

Acusado de racismo e homofobia, Feliciano presidiu anteontem a primeira sessão do colegiado em meio a bate-boca, palavras de ordem, vaias, aplausos e tumulto. Alvo de protestos, ele insiste em ficar no cargo.

'Satanás'. Deputados contrários à permanência de Feliciano na comissão se revezaram ontem na tribuna para pedir sua renúncia e alardear a existência de um vídeo em que o pastor faz críticas ao Congresso e ao governo. Nas imagens que estão na internet, Feliciano diz em um culto que satanás "está infiltrado no governo brasileiro".

Na quarta-feira, deputados contrários a Feliciano querem lançar a Frente Parlamentar pelos Direitos Humanos como contraponto à eleição do pastor na comissão. Esses parlamentares estudam entrar na Corregedoria da Casa contra o pastor, que emprega em seu gabinete funcionários que trabalham apenas na sua igreja.

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