Pastor convoca apoiadores, mas vê novos protestos

Feliciano marca ato de desagravo em igreja de Ribeirão e volta a ser alvo de manifestantes contrários a sua eleição para Comissão de Direitos Humanos

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h08

Alvo de protestos pelo País no fim de semana, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) convocou para a noite de ontem, em um templo evangélico de Ribeirão Preto (SP), um ato de desagravo e de apoio à sua indicação como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Antes de o parlamentar e seus apoiadores chegarem, porém, cerca de 300 manifestantes já faziam críticas à sua eleição. Policiais militares foram chamados ao local.

Na noite anterior, protesto semelhante ocorreu em Franca, cidade próxima de Ribeirão. Mais de 200 manifestantes se reuniram na porta da Igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, onde o pastor falava para cerca de 500 fiéis.

Segundo os manifestantes, o protesto foi pacífico, mas, por meio de nota, o pastor, acusado de ser homofóbico e racista, afirmou que os participantes do ato - "ativistas gays" - tentaram invadir o templo. A maioria dos manifestantes, no entanto, era formada por estudantes universitários, muitos da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os manifestantes chegaram à igreja por volta das 18h30 e permaneceram em frente ao templo até as 20h30. Quatro viaturas da PM acompanharam o protesto. Policiais montaram um cordão para o deputado deixar o local. Feliciano ouviu gritos e militantes encostaram cartazes nos vidros do carro em que ele estava.

"Ele é homofóbico e machista declarado, então, não pode ocupar um cargo voltado aos direitos humanos", gritou uma jovem.

Feliciano é de Orlândia, município na região de Franca, e é presidente da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, que possui filiais no interior paulista. Após a manifestação em Franca, o pastor decidiu não divulgar mais sua agenda na internet. Em comunicado, ele atribuiu a decisão aos "tumultos realizados por ativistas gays na igreja do qual ele é presidente na cidade de Franca".

Conforme a nota, o pastor estava pregando a palavra de Deus, enquanto "manifestantes ligados a movimentos gays realizaram algazarras e bagunça tentando invadir o templo". "O pastor Marco Feliciano estava acompanhado de sua família, inclusive com suas crianças, que, aos choros, se apavoraram quando os manifestantes atacaram o carro onde estavam."

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