Pastor convoca apoiadores, mas vê novo protesto

Feliciano marca ato de desagravo em igreja de Ribeirão e volta a ser alvo de manifestantes contrários a sua eleição para Comissão de Direitos Humanos

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h06

Alvo de protestos pelo País no fim de semana, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) convocou para a noite de ontem, em um templo evangélico de Ribeirão Preto (SP), um ato de desagravo e de apoio à sua indicação como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Antes mesmo de o parlamentar e seus apoiadores chegarem, cerca de 300 manifestantes já faziam críticas à sua eleição. Policiais militares foram chamados ao local.

Feliciano chegou com atraso ao templo da Assembleia de Deus e, aos jornalistas, disse que seus apoiadores estariam com "receio" dos protestos. Os simpatizantes do deputado não chegariam a uma centena de pessoas, segundo estimativas.

Na noite anterior, protesto semelhante ocorreu em Franca, cidade próxima de Ribeirão. Mais de 200 manifestantes se reuniram na porta da Igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, onde o pastor estava. Segundo os manifestantes, o protesto foi pacífico, mas, em nota, o pastor, acusado de ser homofóbico e racista, afirmou que os participantes do ato - "ativistas gays" - tentaram invadir o templo. A maioria dos manifestantes era formada por estudantes.

Os manifestantes chegaram à igreja por volta das 18h30 e ficaram até as 20h30. Viaturas da PM acompanharam o protesto e policiais montaram um cordão para o pastor deixar o templo.

Feliciano é de Orlândia e preside a Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, que possui filiais no interior paulista. Após a manifestação em Franca, o pastor decidiu não divulgar mais sua agenda na internet.

Conforme a nota, o pastor estava pregando a palavra de Deus enquanto "manifestantes ligados a movimentos gays realizaram algazarras e bagunça tentando invadir o templo". "O pastor Marco Feliciano estava acompanhado de sua família, inclusive com suas crianças, que, aos choros, se apavoraram quando os manifestantes atacaram o carro onde estavam."

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