Pasta só vai apurar caso após auditoria da CGU

O corregedor Ivando Pinto da Silva adiantou que o Ministério do Trabalho e Emprego vai esperar a conclusão de uma nova auditoria, aberta pela Controladoria-Geral da União (CGU), para decidir sobre a abertura de processos disciplinares contra Paulo Roberto dos Santos Pinto.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2013 | 02h09

A medida, para Silva, é a mais acertada, embora a CGU tenha confirmado, ao menos duas vezes, seu entendimento sobre as irregularidades. "Uma vez que esse órgão muito mais especializado está atuando, é mais adequado aguardar", alega.

Silva explica que, "muito antes" de chegarem denúncias contras gestores da Superintendência Regional de Alagoas, a corregedoria já havia aberto investigações a respeito. Nenhuma, contudo, foi concluída e nenhuma se refere à suposta omissão de Paulo Roberto.

Quanto aos problemas no convênio de São Gonçalo (RJ), ele diz ter-se surpreendido ao ser comunicado. Mas explica que os repasses estão suspensos há quase dois anos. "Tomei um susto (ao saber) e fui me informar. Pôxa, ainda bem que os repasses foram suspensos!".

Questionado se há constrangimento em recomendar investigação contra o secretário executivo, ele reage: "De maneira alguma. Se a análise indicar elementos consistentes, nossa tarefa é essa". Por se tratar do número 2 da pasta, cabe ao ministro decidir sobre a abertura de processo disciplinar.

O secretário executivo diz que os apontamentos da CGU não procedem. Em nota, explica ter convocado, no mesmo dia em que tomou conhecimento do assunto, os gestores de Alagoas para reunião, na qual cobrou providências para sanear as irregularidades. Além disso, afirma, despachou à corregedoria processo com denúncias de irregularidades na superintendência regional. / F. F.

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