JONNE RORIZ/ESTADÃO
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'Passarinho na muda não pia', afirma Josué Gomes

Questionado sobre disposição de concorrer à Presidência, filho de José Alencar diz que espera uma decisão do seu partido, o PR

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2018 | 05h00

Desde que deixou o MDB e se filiou ao PR, no início de abril, o empresário Josué Christiano Gomes da Silva já foi apontado como eventual nome de partidos do centro na disputa presidencial das eleições 2018 e citado como vice ideal do PT e de Ciro Gomes (PDT).

Presidente da indústria têxtil Coteminas, o filho do ex-vice-presidente José Alencar (que morreu em 2011) chegou a ser estimulado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se aventurar como cabeça de chapa. Também é constantemente lembrado para a eleição majoritária em Minas Gerais, onde estreou numa disputa eleitoral em 2014 – Josué disputou uma vaga no Senado pelo MDB; conquistou 3,6 milhões de votos, mas não foi eleito.

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Ditado. Entre tantas possibilidades, ou “boatos”, como define, o empresário prefere ser bem mineiro: “Há um ditado que diz que passarinho na muda não pia”, afirmou ao Estado quando questionado sobre uma real disposição de concorrer à Presidência. “Estou esperando uma decisão do PR, provavelmente nesta semana. Como militante recém-chegado ao partido, o meu papel de conversar, dialogar, eu já fiz. Minhas posições são muito claras”, completou Josué.

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O PR, sob o comando de Valdemar Costa Neto, negocia seu apoio na eleição presidencial com projetos bem distintos: do PT ao deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL.

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O empresário indicou o que está em jogo nas articulações. “Acho que o PR, como qualquer agremiação, tem o interesse no crescimento ou, no mínimo, na manutenção da atual bancada dos atuais 41 representantes da Câmara Federal”, disse.

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Sobre Bolsonaro, que trabalha para ter como vice o senador Magno Malta (PR-ES), Josué evitou se posicionar. “Não o conheço. Só estive uma vez com ele quando ele foi ao velório do papai, pelo que sou muito grato.”

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