Partido não cria projeto partidário e a história se repete

Enquanto Dilma está em campanha e Eduardo Campos se consolida como candidato com a presença ameaçadora de Marina Silva, o PSDB vive o mesmo dilema que o assombrou em 2009 e 2010: definir seu candidato e antecipar sua entrada na campanha.

ANÁLISE: Marco Antonio Teixeira, professor de ciência política da FGV, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2013 | 02h16

Para 2014, além de transformar Aécio em candidato, o cenário ideal para os tucanos seria fazer de José Serra um cabo eleitoral estratégico no maior colégio eleitoral do País. Todavia, turbinado pelas pesquisas que o colocam como o mais viável para forçar um segundo turno - apesar de também aparecer como o mais fácil de ser derrotado pelo PT -, Serra parece seguir pré-candidato e vem obrigando Aécio a perder tempo na busca de consenso partidário.

Como o PSDB não conseguiu se colocar como alternativa de oposição nesses últimos quatro anos - por não apresentar um projeto de país viável para a sociedade -, o dissenso tem potencial para promover cizânias internas que podem afetar a unidade partidária. Seja quem for o candidato em 2014.

E o cenário à volta dos tucanos não melhora as coisas. Enquanto Dilma permanece bem à frente nas intenções de voto podendo liquidar a fatura no primeiro turno. Campos, ao lado de Marina, se aproxima a ponto de ameaçar a presença do PSDB no segundo turno. Mais uma vez o partido corre o risco de ser vítima da sua própria incapacidade de construir um projeto partidário.

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.