Para sociedade civil, aprovação é 'brecha' para benefício

O diretor executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, classificou ontem como "picaretagem" a decisão da Câmara de aprovar um projeto que libera a candidatura de políticos que tiveram as contas de campanhas rejeitadas pela Justiça Eleitoral.

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2012 | 03h09

Em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia baixado uma resolução tornando inelegível quem estivesse nessa situação. "Eles (os deputados) decretaram, em seu próprio benefício, que uma regra não vale. Isso se chama picaretagem", afirmou. E completou: "Uma coisa dessa estimula os políticos a não cuidarem direito das suas contas".

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), um dos articuladores da Lei da Ficha Limpa, emitiu nota de repúdio contra a decisão. "(Esse projeto) atenta contra tudo o que deseja a sociedade brasileira, que se encontra mobilizada em favor dos valores da ética e da moral." O MCCE espera, de acordo com o nota, que a proposta seja rejeitada no Senado.

Para Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, caberia ao TSE divulgar a relação de candidatos que têm pendências nesse sentido. / ISADORA PERON

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