Para Skaf, Alckmin é 'cara de pau' de falar em melhoria na segurança

Em encontro não divulgado pela campanha, candidato do PMDB pede ajuda de socialites para disputa eleitoral

Mateus Coutinho e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2014 | 23h49

O candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, afirmou na noite de quarta-feira, 27, que o tucano Geraldo Alckmin, que disputa à reeleição, "precisa ser muito cara de pau" ao falar em melhorias na segurança pública do Estado. A declaração foi dada em discurso para cerca de 70 socialites, realizado numa churrascaria da zona sul de São Paulo. O evento não foi não foi divulgado pela assessoria de campanha do candidato.

"(O governador) Falar de melhoria na segurança pública precisa ser muito cara de pau, me perdoem a franqueza", disse Skaf, durante discurso que durou cerca de 40 minutos.

A reunião foi organizada por Carolina Steinbruch, mulher do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Skaf ocupou a presidência da entidade até maio, quando se licenciou do cargo para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Atualmente, o presidente é Benjamin Steinbruch.

Ao lado da mulher e de um de seus cinco filhos, Skaf se apresentou como candidato ao governo de São Paulo, fez promessas de campanha e pediu o apoio das convidadas na disputa estadual. O peemedebista aproveitou a ocasião para criticar a gestão Alckmin, favorito a vencer a eleição em primeiro turno. A equipe que grava vídeos para sua campanha também estava presente no local.

"Minhas empresas e meus negócios sempre foram corretos, estou há 35 anos casado, tenho 5 filhos, nossa família é muito unida, hoje tem três netos", continuava o peemedebista, mostrando que sua mulher Luzia e seu filho André estavam no local.

Durante sua fala, ao falar das obras das escolas do Sesi, ele chegou a indicar que haveriam ainda outros encontros. "Convido todas para podermos fazer nossa próxima reunião lá (na escola do Sesi em Franca, inaugurada em maio por Skaf)".

Ao final ele ainda chegou a pedir o apoio das convidadas. "Não fiquem de longe, se envolvam para valer, sei que muitas já se envolvem e já fazem um trabalho fantástico", afirmou ele que ainda atribuiu as boas chances de vitória de Alckmin na eleição à rejeição ao PT em São Paulo. "Quem pensa que está decidido o jogo não tem nada decidido, há uma tendência de apoio ao Alckmin, porque não querem saber do PT".

Logo após o discurso o candidato, que não havia almoçado devido a sua agenda atribulada, saiu com pressa junto o presidente da Fiesp Benjamin Steinbruch. Parte da equipe de campanha continuou no local entregando sacolas com material de divulgação de Skaf. Após a saída do candidato, contudo, começaram a ser servidos aperitivos como pasteis, croquetes e linguiça picada. O gerente responsável pelo atendimento não quis se identificar, mas afirmou que não estavam sendo oferecidas bebidas alcóolicas e que a responsável pela conta era Carolina Steinbruch.

Após a saída de seu marido e de Skaf, contudo, ela continuou no local e, depois que as convidadas foram embora ela ficou em uma mesa junto com um pequeno grupo que a acompanhava e não quis falar com a reportagem.

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