Para senador mineiro, exposição explica vantagem de Dilma

Aécio diz que resultado de pesquisa foi 'ótimo'; Rollemberg (PSB) afirma que apoio a Campos ainda vai se refletir em números

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2013 | 02h09

Partidos com potenciais candidatos adversários da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 consideraram não haver surpresa no resultado da pesquisa de intenção de votos realizada pelo Ibope a pedido do Estado. Dois fatores foram apontados como determinantes para o desempenho dos prováveis candidatos no levantamento: a exposição excessiva da presidente Dilma na mídia, com as viagens e atividades externas em diversos pontos do País, e o pequeno conhecimento dos demais candidatos nacionalmente.

Para os adversários, uma pesquisa de intenção de votos tão distante das eleições reflete um resultado prematuro em um cenário bastante dinâmico.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio de nota, considerou o resultado positivo para ele. "Fico muito satisfeito. Ainda estamos muito distantes das eleições e da definição de candidatos. Até por isso, os institutos de pesquisa deveriam trazer um cruzamento entre o grau de conhecimento e a intenção de votos dos possíveis candidatos. A presidente Dilma, por exemplo, tem 100% de conhecimento, pelo nível de exposição que tem diariamente. O que não ocorre com os outros nomes. É um ótimo resultado", afirmou o senador.

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), foi na mesma linha. Ele afirmou que o resultado do levantamento - que registrou de 53% a 60% das intenções de voto para Dilma - é contaminado pelas "inúmeras aparições da presidente na TV, lançando pacote de bondades sociais" e pela falta de conhecimento dos demais pré-candidatos. Aécio e governador de Pernambuco e potencial candidato do PSB, Eduardo Campos, nunca disputaram uma eleição nacional.

"A pesquisa não nos leva a grandes conclusões. Evidentemente que a candidatura do PT é forte, mas, da mesma forma, os candidatos da oposição enfrentam o problema do desconhecimento", avaliou Guerra. Para ele, as condições gerais para a disputa eleitoral em 2014 serão menos convenientes para o governo. "Nas eleições anteriores, o candidato do PT tinha 70% dos votos no Nordeste. Com Eduardo Campos (na disputa presidencial), esse resultado é impensável."

'Superexposição'. No PSB, a avaliação também é de que a distância das eleições deixa o resultado com pouca consistência. "Os dados revelam que a presidente Dilma tem seu governo bem avaliado somado ao fato da superexposição vivida por ela, tanto pelo cargo que ocupa quanto por ter ido recentemente duas vezes em rede nacional anunciar medidas de impacto para a sociedade", disse o senador Rodrigo Rollemberg (DF), da Executiva do PSB. Ele é otimista quanto ao desempenho de Campos. "Fico impressionado com a quantidade de lideranças políticas e setores da sociedade que procuram o PSB interessados em apoiar uma eventual candidatura de Eduardo Campos. Isso ainda não se reflete em números porque está muito cedo, mas certamente terá um impacto eleitoral mais para frente", disse.

O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), afirmou que o momento de grande aceitação da presidente Dilma Rousseff mostra que o País está no rumo certo e que a população confia nas medidas que ela está tomando. "Isso revela ainda que nós temos todas as condições de vencermos o pleito de 2014", afirmou o líder petista. / DENISE MADUEÑO e DÉBORA BERGAMASCO

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