Para Renan, PMDB foi 'o vitorioso dessas eleições'

Presidente do Senado diz que resultado de pleito, que inclui derrotas no Rio e em São Paulo, 'não preocupa'; segundo ele, resultado indica necessidade de se fazer uma reforma política

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 12h25

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou na manhã desta terça-feira, 4, que não o preocupa o resultado do PMDB nas eleições municipais. Segundo ele, a legenda cresceu em relação às eleições de 2012. Mesmo lançando candidatos em 16 das 26 capitais, o PMDB, entretanto, não conquistou no primeiro turno em nenhuma capital importante do País, tendo tido derrotas em São Paulo e Rio de Janeiro. Seu partido havia conquistado 1.028 prefeituras até a noite de ontem, contra 1.021 na eleição de 2012. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, faltavam computar ainda resultados de cinco municípios.

"(O PMDB) teve 14,7 milhões de votos, nesse quesito perdeu apenas para o PSDB que teve 17 milhões de votos, mas a metade desses votos na cidade de São Paulo. De modo que o PMDB foi o vitorioso dessas eleições e continua a ser o maior partido em meio a essa complexa pulverização partidária que existe hoje", disse Renan.

 

O maior avanço de todas as legendas foi o do PSDB, subindo de 695 conquistadas em 2012 para 793 este ano. De acordo com dados do Instituto Teotônio Vilela, publicados nesta terça-feira, 4, o partido vai administrar cidades que reúnem cerca de 37,5 milhões de pessoas, sem contar ainda os municípios que terão segundo turno com candidatos tucanos. "São números que consolidam o PSDB como o partido mais vitorioso da votação de 2016", diz o texto.

Para o peemedebista, as eleições cobraram a necessidade de se fazer uma reforma política. Segundo ele, a sociedade no pleito quis e fez questão de indicar caminhos para essa reforma, que é urgente e precisa ser feita rapidamente. O Senado discute a aprovação de uma reforma que institui, entre outros pontos, uma cláusula de desempenho que poderá diminuir a quantidade de partidos.

"Se a política não se reinventar, não mudar, não reformar, ela vai perder prestígio a cada eleição, então chegou a hora de fazermos uma profunda reforma política", afirmou.

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