Para petista, decisão sobre dívida foi correta

O pré-candidato Fernando Haddad (PT) disse ontem que pretende renegociar a dívida do município, cuja correção hoje é feita por meio do IGP-DI mais 9%. A declaração foi dada após o Estado revelar que a mudança no indexador da dívida de São Paulo em 2002 causou um crescimento de R$ 17 bilhões no total devido.

O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 03h00

O indexador foi corrigido na ocasião porque a Prefeitura não fez a amortização de R$ 3 bilhões em novembro de 2002, conforme acordo de renegociação firmado entre o governo federal e o prefeito Celso Pitta, em 2000.

Para Haddad, que integrava a equipe econômica de Marta Suplicy na ocasião, o contrato com o município de São Paulo foi "malfeito" e, diante dele, a opção do então secretário de Finanças João Sayad foi "correta".

"Para quem estava pagando 40% ao ano, pagar IGP-DI mais 9% parecia um bom negócio. Mas não se contava, naquela ocasião, com a mudança da política macroeconômica feita pelo governo Lula e que trouxe essa taxa de juros (a Selic) para um dígito. Então, aquilo que poderia parecer um bom negócio, num momento em que os juros pagos pelo governo federal pelo Banco Central eram exagerados, se tornou um péssimo negócio para a cidade", afirmou. / I.P.

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