Para Pastor Everaldo, Dilma deveria renunciar após denúncias contra Petrobrás

Candidato do PSC à Presidência volta a sugerir a privatização da estatal e atribui à presidente a responsabilidade pelo 'caos' na empresa

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 13h33

Atualizado às 16h26

RIO - O candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, participou de sabatina do jornal O Globo, realizada na manhã desta terça-feira, 9, e voltou a afirmar que, se eleito, vai propor a privatização da Petrobrás e a redução do Estado. “Hoje, a Petrobrás é foco de vergonha nacional”, disse, destacando as recentes denúncias do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que citou parlamentares, ministros e governadores por envolvimento em casos de corrupção na estatal. ”. Durante a sabatina, Everaldo chegou a pedir a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT)

“Qual é a causa da corrupção? É o Estado inchado. Vou deixar um novo assunto que é o enxugamento da máquina pública, e a descentralização do poder", disse o candidato, que defendeu que Dilma deixe o cargo. “(No começo do mensalão) eram só indícios. O que eu não podia imaginar é o que acontece hoje (com a Petrobrás). Ela (Dilma) deveria renunciar a Presidência. A gestora que controla o País não pode deixar isso acontecer, e ela ainda dizer: ‘Eu não sabia de nada’. A atual presidente é responsável por todo o caos que se tem na Petrobrás”.

O candidato do PSC à Presidência comparou mulheres que fazem aborto com assassinos. “Defendo a vida desde a sua concepção, uma vida intrauterina ou extrauterina para mim têm o mesmo valor. Uma pessoa que dá a luz e asfixia a criança poucas horas depois do nascimento, é uma criminosa. Para mim, ao tirar a vida (abortar), existe um crime”. No entanto, ele destacou a necessidade de oferecer cuidados médicos necessários em casos de aborto.

Em seu programa de governo, Everaldo defende a “liberdade de negociação entre patrões e empregados” (flexibilização das relações trabalhistas). “O Estado tem sempre o papel de ser mediador, mas não pode interferir na vida do cidadão”. Ele destacou que é a favor da redução da maioridade penal, mas há necessidade de “um tratamento específico para recuperar o delinquente”. “E aí eu vejo o esporte, escolas que possam acolhê-los e colocá-los para praticar esportes”.

Everaldo afirmou que a aliança com o PT, em 2010, para apoiar a eleição da presidente Dilma Rousseff foi feita “por princípios”. O candidato voltou a dizer que reduziria os ministérios de 39 para 20 e criaria a pasta da Segurança Pública. “Eu nunca fui governo. Fomos da base parlamentar e nunca tivemos cargo nenhum do governo. Queríamos implantar as nossas ideias”.

Nas eleições deste ano, Pastor Everaldo tem apenas 1% das intenções de voto, mas afirmou que “acredita em milagres” depois que o colunista Arthur Xexéo disse que “até as águas do rio Jordão sabem que você não vai ganhar essa eleição”. O candidato do PSC rebateu: “Sou uma pessoa que tem pé no chão. Vivo na Terra, mas acredito em milagres. Eu acredito que é possível. Eu acredito na vitória e estou fazendo minha parte. Eu acredito que as águas do rio Jordão podem não saber, mas Deus sabe do futuro”.

Questionado pelo jornalista Ancelmo Gois se a indicação de candidatos por pastores não seria uma “ação paralela ao voto de cabresto”, o candidato ressaltou que “o cidadão evangélico tem maturidade para fazer suas escolhas” e “escolhe quem quiser escolher”.

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