Para nova vice de Haddad, Maluf terá 'papel reduzido' na campanha

"Não vejo nenhum problema, não", afirmou ontem Nádia Campeão (PC do B), ao ser apresentada como vice de Fernando Haddad (PT), sobre a aliança com o PP. Segundo ela, a crítica que fez em 2007 à aproximação do PT com o deputado Paulo Maluf foi vencida, como agora, com a aproximação dos petistas com o bloquinho do qual o PC do B faz parte. Ninguém da sigla de Maluf foi ao evento, que teve a presença de dirigentes dos demais partidos coligados - PT, PC do B e PSB. Sinal de que o ex-prefeito ficará longe da campanha? Nádia responde, nesta entrevista ao Estado: "Maluf terá papel bastante reduzido".

Entrevista com

FERNANDO GALLO, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h06

A foto nos jardins do deputado Paulo Maluf a incomoda?

Mais importante nesse episódio é a presença do PP e a ampliação da aliança com um partido da base do governo Dilma. O PP tinha um papel importante para ampliar as possibilidades de vitória do Fernando Haddad. Nesse contexto a foto joga um papel secundário.

Qual avaliação a sra. faz da saída de Luiza Erundina e como suprir essa ausência?

A Erundina como vice era uma coisa muito importante, poderia ter um grande papel. Mas não muda a admiração nem o papel que ela pode ter na campanha. A tendência é as coisas adquirirem seu valor essencial. É termos uma aliança cujo núcleo é PT, PC do B e PSB.

A sra. não citou o PP.

E o PP. Estou dando o núcleo. O que dá a feição e o programa é a aliança entre esses partidos (os três primeiros).

Que avaliação a sra. faz da presença de Maluf na chapa?

Não vamos personificar essa questão do ingresso do PP. O episódio já ocorreu. Foi uma visita do presidente Lula e do Fernando Haddad a um convite do Maluf. Como não era um encontro secreto, a foto é uma decorrência. Já foi dito o que precisa ser dito. É seguir adiante. Acho que vai ser bastante reduzido o papel do Maluf.

Por quê?

Foi sempre assim. Foram várias alianças, ele mesmo já fez uma relação recentemente. Para mim, o assunto está esgotado.

Maluf afirma que não há mais esquerda nem direita na política. O que a sra. pensa disso?

Acho que existe, mas ela vai adquirindo contornos contemporâneos. Permanecem certos conceitos. À esquerda, de direitos sociais, solidariedade. E (à direita) os conceitos liberais, do livre mercado às últimas consequências, o Estado mínimo. Na eleição da França isso estava muito claro. Imagina! Dizer que o conceito de direita e esquerda está superado?

Quais temas a sra. gostaria de agregar à chapa de Haddad, como Erundina disse que faria?

Haddad menciona o eixo de educação, saúde e transporte. São as questões predominantes. Mesmo em uma metrópole, ainda não superamos os grandes gargalos sociais.

O mote de Haddad é o novo. O que seria novo em Esportes?

Fui secretária, mas a gestão acabou em 2004. Acompanhei o que aconteceu desde então, mas não me debrucei concentradamente. Uma ideia-força é procurar atender o cidadão comum. O esporte de competição tem a iniciativa privada.

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