Para ministro, 'estão fazendo espionagem industrial e comercial'

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem ao Estado que o Brasil tem "de ir em frente" na decisão de manifestar aos organismos multilaterais a insatisfação com a suposta espionagem norte-americana.

O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2013 | 02h02

No dia 13 de agosto, a presidente Dilma Rousseff recebeu o secretário de Estado americano, John Kerry, e cobrou dele explicações sobre a espionagem de cidadãos brasileiros. Este alegou que o trabalho da NSA garantiu a segurança não só dos norte-americanos, mas também dos brasileiros.

"Isso não tem nada a ver com segurança", disse Bernardo. "Estão fazendo espionagem industrial e comercial, a pretexto de garantir a segurança nacional." Na avaliação do ministro, não há necessidade de "arapongagem" para saber que o Brasil não representa ameaça à segurança dos EUA, e a questão tem relação com "os lobbies da indústria armamentista". "Esse aparato todo tem objetivo de trapacear nas negociações, levar vantagem indevida."

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