Para ministro de Lula, é difícil Marta 'virar' e vencer Kassab

Miguel Jorge avaliou que que 70% dos eleitores de Alckmin teriam se deslocado para o atual prefeito

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

15 de outubro de 2008 | 12h41

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta quarta-feira, 15, que considera "bastante difícil" que a ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy, candidata petista à Prefeitura de São Paulo, consiga reverter os atuais dados das pesquisas e vença as eleições para a Prefeitura de São Paulo. "Será uma eleição difícil para a companheira Marta", previu o ministro. Ele disse que concorda com as declarações do assessor especial da Presidência da República e vice-presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, de que Marta "pode até ganhar as eleições, mas é muito difícil".   Veja também: 'Minha vida é um livro aberto', diz Kassab sobre panfleto do PT 'Deus me livre! Eu não sabia disso', diz Marta sobre folheto Juiz proíbe Marta de perguntar se Kassab é casado Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras    Para Miguel Jorge, a postura da equipe de campanha de Marta ao questionar a vida pessoal do adversário - o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) - provocou uma reação que considera a propaganda na TV discriminatória, mas, segundo ele, não teve influência na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, na qual Kassab mantém uma vantagem de 12 pontos porcentuais em relação à adversária.       Ao fazer a avaliação de que Marta dificilmente conseguirá dar uma virada, Jorge disse analisar a pesquisa "com muita frieza" e verificar que "70% dos eleitores de Alckmin teriam se deslocado para o Kassab". "Como você tem um pequeno número de votos nulos e em branco e como, depois de uma semana, a (nova) pesquisa confirma a pesquisa anterior, e como a eleição está próxima, você não consegue perceber de onde é que sairiam os votos para reduzir a diferença de maneira substancial", afirmou o ministro.   E completou: "Portanto, é possível (uma vitória de Marta), porque tudo em eleição é possível, você pode ter um efeito de última hora, como já aconteceu em situações anteriores. Mas eu concordo com o professor Marco Aurélio (Garcia) e acho bastante difícil (uma vitória de Marta). Vai ser uma eleição difícil para a companheira Marta."   Na terça-feira, Marco Aurélio Garcia, que é vice-presidente do PT, considerou "muito difícil" uma vitória de Marta.  "Claro que é complicado, mas acho que é reversível. Mas quando digo que é reversível, não estou aqui dando uma de Poliana, não estou dizendo que ela vai ganhar no segundo turno. Estou dizendo sim, que ela pode ganhar. Pode, mas é muito difícil", afirmou ele, em referência à personagem infanto-juvenil famosa pelo otimismo exacerbado.   O ministro comentou que "parece estar provado" que a parte do programa do PT que sugeria ao eleitor procurar saber se Kassab é casado e se tem filhos ou não, "se mora com a mãe ou não mora com a mãe, mesmo sob o argumento de que é preciso conhecer a vida do candidato, não beneficia ninguém". Miguel Jorge, lembrando que esse tipo de propaganda já foi retirado do ar pelo PT, disse que teria sido preferível o partido colocar para o eleitor a necessidade de conhecer a vida do candidato.   Texto atualizado às 14h20

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