Para ministro, ação da Polícia Federal 'não complica' ex-presidente

Gilberto Carvalho não vê problemas na divulgação de e-mails trocados entre Rosemary Noronha e seus amigos no governo

RICARDO BRITO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h04

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que a revelação da troca de e-mails entre a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, e integrantes do grupo investigado na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, não complica a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não tem nenhuma complicação para o presidente Lula", garantiu Gilberto Carvalho, ao chegar ontem ao Ministério da Previdência para uma reunião de trabalho com o secretário-executivo da pasta, Carlos Gabas.

A operação atingiu também os irmãos Paulo Vieira - que foi afastado da diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA) - e Rubens Vieira - também afastado da diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Relatório de inteligência da Polícia Federal mostra mensagens da ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo contando aos ex-diretores Paulo e Rubens que iria consultar o "PR" a respeito da indicação de nomes para agências. A sigla "PR" costuma ser usada no Executivo para se referir ao presidente da República.

O ministro Gilberto Carvalho negou, também, que tenha informado o ex-presidente sobre a deflagração da Operação Porto Seguro, na sexta-feira da semana passada. Rosemary, que é amiga do ex-presidente há longo tempo, foi indiciada no inquérito policial. A Operação Porto Seguro desarticulou organização criminosa que se infiltrou em órgãos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos com o fim de beneficiar interesses privados.

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