Para Marta, não chegou a hora de Lula entrar em sua campanha

Petista garante, porém, que o presidente está disposto a ajudá-la a ganhar o voto dos paulistanos nas eleições

Carolina Freitas, da AE

12 de agosto de 2008 | 14h58

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, disse nesta terça-feira, 12, que ainda não chegou o momento de o presidente da República e um dos maiores cabos eleitorais do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, engajar-se em sua campanha. "Ele aparecerá quando acharmos necessário e não vou contar quando. É estratégia de campanha", despistou.  Veja Também: Pesquisa Ibope - São PauloPerfil de Marta SuplicyGuia do eleitor esclarece dúvidas sobre o pleito A petista garante, porém, que o presidente está disposto a ajudá-la a ganhar o voto dos paulistanos. "Temos a maior afinidade com o presidente e toda a disposição dele para estar com a gente", afirmou depois de passar a manhã visitando entidades sindicais na região central. "Na hora em que precisar, Lula estará aqui para gravar programa e fazer comício." A tranqüilidade é tanta que Marta disse desconhecer a passagem de Lula hoje à noite pela cidade. Questionada sobre uma eventual reunião com Lula, a candidata respondeu: "Ele vem (a São Paulo)? Não estava nem sabendo." Enquanto o reforço de Brasília não vem, Marta aproveitou a manhã para uma breve caminhada pelo Vale do Anhangabaú, entre uma visita ao Sindicato dos Comerciários e um almoço com a diretoria da entidade. Ao sair do prédio do Sindicato, tropeçou em um buraco na calçada de pedras portuguesas e reclamou: "Mas isso aqui está feio, hein?" Cumprimentou com apertos de mão moradores de rua, ouviu deles reclamações sobre os albergues da Prefeitura e prometeu melhorias nessa área. Um ciclista parou a candidata para saber qual era seu plano para a construção de ciclovias na cidade. "Ah, vários quilômetros", respondeu Marta. Adversário Mesmo depois de o prefeito e candidato à reeleição do DEM, Gilberto Kassab, ter acusado nesta terça-feira Marta de ignorar seus desafios diários por não ter "feito nada" à frente da Prefeitura, a petista pretende manter sua atitude diante do adversário. "Debate se faz na hora do debate", afirmou Marta. "Não tenho porque bater boca com o prefeito. Ele fez o que fez e eu fiz o que fiz. A população julga." Mesmo assim, Marta tem um palpite de porque foi escolhida como alvo dos ataques. "Vai ver que é porque eu estou na frente", gabou-se, em referência às pesquisas de intenção de voto que a apontam em 1º lugar.

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