Para Marta, Doria é 'despreparado' para exercer cargo público

Em referência ao tucano, candidata do PMDB à Prefeitura diz que 'não se pode tirar da cartola um candidato'; segundo ela, é preciso ter 'coração' e 'olhar para as pessoas'

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2016 | 12h52

Candidata do PMDB à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy disse nesta segunda-feira, 19, que o empresário João Doria (PSDB) não tem sensibilidade e é despreparado para exercer um cargo público. 

A critica foi feita quando Marta comentou que no debate promovido pelo Estado, TV Gazeta e Twitter, Doria e o candidato do Solidariedade, Major Olimpio, não souberam discorrer sobre educação inclusiva. "São pessoas despreparadas para exercer um cargo público. Uma coisa é ter uma vocação pública, ter história de cuidar das pessoas. Outra coisa é se preparar para ter lucro na iniciativa privada. Nada contra, mas o preparo é diferente", disse. 

Ao caminhar pelas ruas do comércio do bairro de Santo Amaro, a peemedebista afirmou que "não se pode tirar da cartola um candidato e achar que ele vai ter sensibilidade". "Não adianta ser um gestor que só visa o lucro. Tem que ter coração e olhe para as pessoas".  

Em situação de empate técnico com Doria na segunda colocação nas pesquisas de intenções de votos, a peemedebista tem escolhido o tucano como alvo prioritário de suas críticas para tentar minar a concorrência direta. Nesta segunda, 19, Marta mirou em uma das propostas feitas por Doria, que pretende cortar secretarias de caráter social se for eleito. "Não é só cortar secretaria da mulher, do negro. Isso não é administrar uma cidade. É administrar um empreendimento, é ser um empresário bem-sucedido. Ótimo, parabéns, mas não é para São Paulo", disse. 

Tarifa. Apesar de ter falado no debate que não iria aumentar a tarifa do transporte público, Marta recuou e disse nesta segunda que "não tem nada planejado" em relação ao assunto. "Não podemos adiantar essas questões que são suscetíveis e temos que ter certeza na hora que fala. Não tenho proposta fechada disso", disse. 

A candidata do PMDB afirmou que, se eleita, vai estudar a questão. "Temos de entrar nos números e, principalmente, temos uma licitação que não foi feita. Temos de entrar nos números da licitação, estudar os números e aí termos uma proposta a ser discutida", afirmou. 

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