Para Maluf, carro parado é o que causa poluição em São Paulo

Durante sabatina do 'Grupo Estado', candidato do PP alegou que as pessoas têm o direito de comprar carros

Giuliana Vallone, do estadao.com.br e Anne Warth e,

04 de setembro de 2008 | 13h48

O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, defendeu, durante a sabatina na sede do Grupo Estado, o uso do automóvel na cidade, e afirmou que "só carro parado que causa poluição".  "O automóvel que está parado é o que causa poluição. Quando o automóvel está rodando está tudo bem. Não se pode proibir a circulação de automóveis. Graças a Deus as pessoas podem comprar carro", disse o candidato. "Você não pode proibir quem está tirando carta de motorista de comprar carros", declarou. O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui).   Veja também: Especial: Perfil de Paulo Maluf Maluf acusa Marta de mentir e critica obra de Alckmin no Tietê Maluf diz que é perseguido e explica 'Estupra, mas não mata' Apesar das críticas a Marta, Maluf elogia CEUs e bilhete único Maluf diz que constuirá mais Cingapuras e defende volta do PAS Veja galeria de fotos da sabatina  Blog: confira as principais declarações de Maluf Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Maluf disse que uma das grandes responsáveis pela poluição do ar na cidade é a Petrobras. Segundo ele, o diesel, combustível utilizado pelos ônibus e caminhões, é uma das principais causas dos altos níveis de poluição da capital paulista. "A Petrobras se nega a tirar enxofre do diesel. As refinarias da Petrobras não são desenvolvidas como as de outros países do mundo", criticou.   O candidato declarou ainda que a gasolina da Petrobras não tem qualidade, e por isso não é exportada para países da Europa e Estados Unidos. "A Petrobras tem excesso de gasolina e não consegue exportar. Europa e EUA rejeitam a gasolina brasileira porque ela não é pura, então só exportamos para países da África, que não fazem exigências, argumentou. E emendou: "Os grandes poluidores da cidade são os derivados do petróleo, e infelizmente a Petrobras tem monopólio."   O candidato disse ainda que a gasolina da Petrobras não tem qualidade, e por isso não é exportada para países da Europa e Estados Unidos. "A Petrobras tem excesso de gasolina e não consegue exportar. Europa e EUA rejeitam a gasolina brasileira porque ela não é pura, então só exportamos para países da África, que não fazem exigências, argumentou. E emendou: "Os grandes poluidores da cidade são os derivados do petróleo, e infelizmente a Petrobras tem monopólio."   Ao ser questionado sobre como resolveria os problemas de trânsito de São Paulo, Maluf alegou que as pessoas têm o direito de comprar carros. "Você não pode proibir quatro milhões de pessoas de tirar a carta. Você não quer que elas não comprem carro? Graças a Deus tem distribuição de renda", afirmou.   "No quarteirão onde moro, na Rua Costa Rica, há três casas e não tem lugar para estacionar, embora todos os proprietários tenham garagens. Mas os funcionários tem carro, graças a Deus, as empregadas, motoristas, copeiras. Graças a Deus São Paulo tem 6 milhões de veículos", defendeu. "Quando o automóvel está rodando, ele não gera poluição, só quando está parado."   Maluf disse que não tem responsabilidade pela poluição da cidade. Ele disse ter criado a secretaria do Verde e do Meio Ambiente em sua gestão. "Plantamos quase um milhão de árvores na cidade e fomos até processados, porque plantamos eucalipto, que seca o solo. E eu até brincava, se seca é ótimo, vai evitar enchentes", declarou. "Na iniciativa privada, minha empresa já plantou mais de 100 milhões de árvores", garantiu.   Ao ser questionado sobre os gastos com a construção da então Avenida Água Espraiada, hoje Avenida Jornalista Roberto Marinho, considerado o quilômetro construído mais caro do mundo, Maluf respondeu que ela teve custo zero. Segundo ele, com os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) emitidos na região, não houve custo para a população. "A Água Espraiada custou zero, o Cepac financiou", garantiu.   O candidato  afirmou que com a construção do Freeway - laje sobre os rios Pinheiros e Tietê para construir avenidas expressas - as marginais passarão de seis para 12 faixas de tráfego de cada lado. O candidato criticou a obra feita no Tietê na gestão do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, e disse que "o rio, ao invés de ficar um rio, ficou um lago, uma represa. O que tinha de ser feito eram as colunas de contenção. Então, você teria o rio correndo mais rápido e sem enchentes". "Nós vamos fazer as paredes verticais do rio, e no que sobra de espaço, vão ser 6 faixas de tráfego de cada lado, ou seja, 12 faixas no total", disse.   Na série de sabatinas do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT) foi a primeira. Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), deram seqüência. Paulo Maluf (PP) foi o quarto. Em seguida, serão entrevistados Soninha Francine (PPS), na sexta, e Ivan Valente (PSOL), na segunda, dia 8. Todos respondem a perguntas e apresentam suas propostas para as principais áreas da cidade. Logo após a transmissão, os vídeos das sabatinas podem ser vistos no estadao.com.br.

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