Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para Maia, pesquisas podem impedir candidato único de centro ao Planalto

Para o presidente da Câmara, levantamentos de intenção de voto não contribuem para a união dos presidenciáveis

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 19h21

BRASÍLIA - Pré-candidato à Presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na segunda-feira, 21, que o centro deverá lançar um grande número de candidatos ao Palácio do Planalto, apesar das negociações para alianças. Na avaliação dele, as pesquisas de intenção de voto não contribuirão para a união dos presidenciáveis desse campo político.

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"Do jeito que a pesquisa está, não vai mudar muito, não. Porque a pesquisa não vai dar clareza para ninguém tomar uma decisão. Vai ser uma decisão política, e não de pesquisa", respondeu o parlamentar fluminense em entrevista em Porto Alegre (RS), ao ser questionado se acredita numa diminuição do número de candidatos de centro à Presidência no pleito deste ano.

Maia vem tentando articular, nos bastidores, uma aliança eleitoral entre partidos de centro nas eleições deste ano. As conversas envolveram até agora dirigentes do DEM, PP, PRB e Solidariedade. O presidente da Câmara também tenta atrair PR e PSC. Integrantes dessas legendas já tiveram pelo menos duas reuniões e devem voltar a se encontrar na próxima quinta-feira, 24.

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Conforme vem mostrando o Estadão Broadcast nas últimas semanas, a ideia desses partidos é apoiarem um só candidato ao Planalto nas eleições deste ano. Além do DEM, PRB e Solidariedade lançaram pré-candidatos à Presidência: o empresário Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo, e o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo, respectivamente.

A declaração do presidente da Câmara é semelhante à avaliação do presidente Michel Temer. Em entrevista ao Estadão Broadcast, o emedebista considerou difícil o centro ter um só candidato ao Planalto. "Essa candidatura de centro já vi que não prospera uma única candidatura. Acho difícil. Tenho falado com algumas pessoas e vejo que é um pouco complicado.", declarou Temer. 

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