PARA LEMBRAR: R$ 8,4 milhões desviados

O deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2010 a 13 anos, quatro meses e dez dias em regime inicialmente fechado por formação de quadrilha e peculato, mas permaneceu em liberdade e continuou a exercer seu mandato na Câmara normalmente.

O Estado de S.Paulo

27 Junho 2013 | 02h03

O deputado é acusado de ter desviado recursos da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia por meio de contrato simulado de publicidade. De acordo com a acusação do Ministério Público Estadual, a quadrilha era encabeçada pelo então presidente da assembleia, deputado Marcos Antonio Donadon, irmão do parlamentar, e por Mario Carlixto Filho, empresário de comunicação em Rondônia. Natan Donadon era o diretor financeiro da Assembleia.

Segundo as investigações, o esquema de desvios funcionou ininterruptamente de julho de 1995 a janeiro de 1998. Para cumprir o contrato simulado, a Assembleia emitia em favor da empresa envolvida cheques para pagar pelos serviços publicitários que não eram prestados. A soma dos cheques, de acordo com o Ministério Público, totalizou R$ 8,4 milhões em valores da época desviados dos cofres do Legislativo estadual.

Em janeiro deste ano, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, rejeitou pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que fosse decretada imediatamente a prisão de Natan Donadon.

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