Para lembrar: Com Collor, o 'esquema PP'

Hoje um alto executivo da GPI Participações, Pedro Paulo Leoni Ramos - o chamado "PP" -, foi uma das figuras centrais do grupo em torno do então presidente Fernando Collor de Mello em seu breve governo de 1990 a dezembro de 1992.

O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2014 | 02h02

Guindado, aos 30 anos, ao comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos - criada para tirar de cena o Serviço Nacional de Informações (SNI) -, PP acabou operando um esquema de cobrança de propinas na Petrobrás e em fundos de pensão das estatais. Esse "esquema PP" foi o que primeiro lançou a suspeita de corrupção sobre o governo Collor - que caiu mais tarde, sob o peso das denúncias do "esquema PC", de Paulo Cesar Farias.

Uma série de reportagens do Estado, no final de março de 1992, trouxe à tona as irregularidades do grupo, que desviava milhões intermediando a venda e importação de combustíveis e controlando as compras dos fundos. O Ministério Público Federal e uma CPI do Senado investigaram as irregularidades. A Comissão de Valores Mobiliários comprovou os desvios em vários fundos, como os da Petrobrás, Banco do Brasil, Eletrobrás e Vale do Rio Doce. Collor acabou forçado a afastar PP do governo e a mudar vários outros ministros. PP sempre negou tudo. Mais tarde, no ano 2000, foi ajudar a equipe de campanha de Collor para a Prefeitura de São Paulo. A Justiça eleitoral acabou vetando a candidatura.

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