Para lembrar: Collor e a longa guerra contra a Justiça

Desde que, em junho de 1992, o Congresso instalou uma CPI para investigar seu governo, o hoje senador Fernando Collor passou 22 anos pulando de um processo a outro no Supremo Tribunal Federal. Julgado por corrupção em 29 de outubro daquele ano, ele renunciou horas antes para tentar evitar o impeachment. Em vão. No dia seguinte, por 76 votos a 3, Collor foi condenado à perda do mandato e a 8 anos de inelegibilidade.

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2014 | 02h09

A longa série de ações contra o ex-presidente recomeçou em 1993: ele tentou anular a sentença anterior e perdeu. Na sentença sobre o mérito do caso de 1992, os ministros decidiram arquivar a denúncia por insuficiência de provas. Outras ações importantes incluem a Ação Penal 307, de 1994, que acusava Collor de ter contas fantasmas no Uruguai (cerca de US$4,7 milhões). A corte de novo o inocentou. Em 1998, a Justiça Eleitoral vetou sua candidatura a prefeito em São Paulo. Em 2007 o STF recebeu a AP 465, que acusava Collor de desvio de dinheiro via contratos com empresas de publicidade -a ação da qual ele foi absolvido ontem pelo STF.

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