Para lançar Gleisi no PR, sigla apoia até ex-tucano

Direção nacional defende união em Curitiba com Gustavo Fruet, hoje no PDT, em troca de aliança pelo governo estadual

O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h06

Uma aliança com um desafeto do PT no ano que vem faz parte da estratégia para fortalecer a candidatura da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ao governo do Paraná em 2014. Apesar de causar desconforto dentro do partido, o comando petista admite apoiar a candidatura à Prefeitura de Curitiba do ex-deputado tucano Gustavo Fruet, hoje no PDT.

A possibilidade "causa urticária" a setores do PT, segundo um integrante da sigla, mas ganha força na cúpula petista. Fruet foi sub-relator da CPI dos Correios, que desaguou na revelação do escândalo do Mensalão, em 2005. No Congresso, o então tucano foi um dos principais porta-vozes das denúncias contra petistas envolvidos no esquema de caixa dois nas campanhas eleitorais petistas.

O acordo tem como objetivo impedir a reeleição do prefeito Luciano Ducci (PSB), que é apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB)- seu antecessor em Curitiba. A estratégia petista abrange esvaziar o poder dos tucanos na capital e cobrar do PDT um palanque sólido para Gleisi em 2014, na disputa pelo governo paranaense contra a reeleição de Richa.

A proposta desagrada principalmente aos deputados Angelo Vanhoni e Dr. Rosinha, dois pré-candidatos do PT à prefeitura.

Capitais. Seja para fortalecer a base aliada da presidente Dilma Rousseff ou para garantir alianças nas eleições estaduais, a direção petista admite abrir mão de cabeças de chapa em até 12 das 26 capitais. Além de Rio, Curitiba, Manaus e Vitória, há negociações em Belo Horizonte, João Pessoa, Natal, Maceió, Teresina, Palmas, Cuiabá e Florianópolis.

Além do PDT, que pode receber apoio petista em até 11 cidades estratégicas, um dos aliados mais constantes é o PSB, com o mesmo número de alianças em discussão. Há planos do PT para apoiar a reeleição de dois prefeitos socialistas: Luciano Agra em João Pessoa e Márcio Lacerda em Belo Horizonte.

Em cinco municípios considerados importantes, os petistas cogitam abrir espaço para o PC do B. Em São Luís, para evitar choques diretos com a governadora Roseana Sarney (PMDB) e seu candidato Max Barros, o PT pode desistir de lançar candidato próprio à prefeitura e apoiar o ex-deputado Flávio Dino (PC do B). / B.B.

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