Para Hillary, Dilma criou padrão mundial contra corrupção

Secretária dos EUA participou da Conferência da Parceria para Governo Aberto e elogiou ações de transparência do governo

TÂNIA MONTEIRO, RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h04

Na abertura da Primeira Conferência da Parceria para Governo Aberto, ontem, a presidente Dilma Rousseff ouviu elogios à sua gestão da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton. Segundo Hillary, Dilma está estabelecendo um "padrão mundial" na questão de transparência e na luta contra a corrupção. "Não há um parceiro melhor para iniciar esse esforço do que o Brasil e, particularmente, a presidente (Dilma) Rousseff. O compromisso dela com abertura, transparência, sua luta contra a corrupção está estabelecendo um padrão mundial", acentuou. Segundo a secretária norte-americana, os EUA estão orgulhosos com a parceria e querem mantê-la para garantir "transparência, democracia e resultados para pessoas de todos os lugares".

Dilma ressaltou que o Brasil "avançou muito no aperfeiçoamento do mecanismo de controle dos gastos públicos" e enfatizou que há "instituições cada vez mais preparadas para evitar desvios e punir eventuais ocorrências". "Temos um Ministério Público independente; Polícia Federal bem equipada; Judiciário engajado na celeridade de suas decisões e governos mais dedicados em todas as instâncias a coibir a ação dos corruptos", afirmou Dilma.

De acordo com a presidente, o Brasil tem se esforçado muito na implementação de medidas para o combate à corrupção e lembrou que o governo vem fazendo um acompanhamento sistemático das políticas públicas que permite uma gestão de qualidade, citando como exemplo o monitoramento de obras públicas.

Em sua fala, Hillary salientou que a corrupção "mata o potencial de um país, drena recursos, protege líderes desonestos e tira a motivação da população de melhorar suas sociedades". "Os Estados Unidos estão convencidos de que uma das mais significativas divisões entre as nações não diz respeito a norte, sul, leste, oeste, (diferenças) religiosas ou de outra categoria, mas se estamos falando de sociedades abertas ou fechadas."

Em seu discurso, Dilma cobrou maior transparência do setor privado. "A transparência e o compromisso com o bem público devem ser exigidos dos agentes privados, cujas condutas afetam diretamente a vida dos cidadãos", afirmou. "Permitam-me mencionar o setor financeiro e destacar que, quando não há regulação e monitoramento adequados, os fluxos financeiros internacionais são passíveis de manipulação com prejuízo para toda a economia mundial."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.