Sebastião Moreira/EFE
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Para Haddad, programas do PT e de Ciro Gomes 'estão muito afinados'

'As diretrizes são as mesmas. Não há incompatibilidade entre nossos programas. Nós defendemos a soberania popular, nacional, e eles também. Não há muita dificuldade em dar um passo adiante', disse o petista

Mateus Fagundes e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2018 | 17h41

O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad, fez um aceno na tarde desta terça-feira, 9, a Ciro Gomes (PDT), que obteve 13,3 milhões de votos no primeiro turno da eleição presidencial e terminou a disputa na terceira colocação.

Para Haddad, os programas do PT e de Ciro estão muito afinados. "As diretrizes são as mesmas. Não há incompatibilidade entre nossos programas. Nós defendemos a soberania popular, nacional, e eles também. Não há muita dificuldade em dar um passo adiante", afirmou o petista, após reunião com governadores do Nordeste. PDT e Ciro ainda não anunciaram o apoio a nenhum dos dois candidatos que disputarão o segundo turno, apesar de uma parte do partido democrático defender um 'apoio crítico' ao candidato petista.

Haddad afirmou também que recebeu o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, conselheiro de Ciro, e afirmou a ele que estaria aberto a receber propostas. "Aproveito aqui para mandar um abraço ao Ciro Gomes, um democrata que se comprometeu em lutar contra o fascismo. Ele tem uma longa trajetória de serviços prestados ao povo brasileiro", disse. 

Após o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), defender que se afaste da "marca" do partido e faça acenos ao mercado financeiro, outros aliados do presidenciável cobraram que o discurso se mantenha nos moldes atuais.

'O mercado vai dizer quem quer', diz Jacques Wagner

Jacques Wagner, senador eleito pela Bahia e escolhido como novo articulador político da campanha petista, afirmou que o partido vai provar que o candidato é Haddad. "O mercado vai dizer quem quer, mas vai conviver com quem for eleito. O candidato do mercado é o do PSL, nós vamos provar que o candidato do Brasil é o Haddad", disse Wagner.

Sobre um possível debate mano a mano com o presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, Wagner brincou. "Quem é faixa preta de taekwondo deve saber dar alguns golpes quando precisa fazer um enfrentamento mais duro" - o candidato do PT ao Planalto é faixa preta na arte marcial.

Depois de dizer que o discurso de Haddad como substituto de Lula já cumpriu seu papel, o baiano afirmou que a estratégia agora será mostrar "quem é o professor Haddad, o marido Haddad, o tucador de violão"

Na mesma linha, o governador da Bahia, Rui Costa, declarou que "o melhor aceno para o mercado é sinalizar que nós queremos a união do povo brasileiro." Os governadores Rui Costa, Wellington Dias (PI), Flávio Dino (Maranhão) e o próprio Camilo Santana estiveram hoje com Haddad em São Paulo para definir estratégias da disputa presidencial nos Estados.

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