Nelson Almeida / AFP
Nelson Almeida / AFP

Para Haddad, 'parte da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo'

Candidato do PT à Presidência da República liga aumento da rejeição a seu nome, detectado na última pesquisa Ibope/Estado, aos ataques sofridos do PSDB: 'Quando você alimenta o ódio, alimenta o fascismo'

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 11h07

Em agenda no Rio nesta terça-feira, 2, o candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, ligou o aumento da rejeição a seu nome por parte do eleitorado, detectado na pesquisa Ibope divulgada na noite de segunda-feira, a ataques feitos pelo PSDB. Mais tarde, Haddad afirmou que Jair Bolsonaro, candidato do PSL, "precisa de um tratamento psicológico" (leia mais aqui)

"Temos sofrido muitos ataques do PSDB, mas isso não está favorecendo o PSDB, e sim o fascismo. Quando você alimenta o ódio, alimenta o fascismo. Aconteceu na Alemanha, na Itália", afirmou, em agenda da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, sem citar explicitamente o oponente Jair Bolsonaro (PSL). "Parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo".

Haddad falou rapidamente à imprensa ao chegar à Fiocruz. Não comentou outros dados do levantamento, como o crescimento do candidato do PSL. Nem o fato de suas intenções de voto não terem subido, como mostrava tendência anterior.

Bolsonaro passou de 27% para 31% da semana passada para esta, enquanto o petista ficou em 21% nas duas pesquisas. O Ibope ouviu 3.010 eleitores no sábado e domingo e a margem de erro é de dois pontos percentuais. Bolsonaro ainda tem a maior taxa de rejeição: 44%. A de Haddad foi de 27% para 38%.

O candidato do PT defendeu em sua fala que os recursos para a saúde alcancem 6% do PIB, e disse que se for eleito a primeira emenda constitucional será a da reforma tributária e do cancelamento da PEC do teto de gastos, "num movimento só". "Não existe um senador ou deputado que não esteja arrependido de ter aprovado essa bobagem", afirmou.

A um repórter argentino, declarou ser amigo do presidente Mauricio Macri e que, "independentemente de divergências ideológicas", os países devem se unir. 

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