WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Para Haddad, Bolsonaro precisa de tratamento psicológico

Candidato do PT à Presidência da República disse ainda que o rival do PSL não fez pelo Rio de Janeiro nem 10% do que ele realizou como ministro da Educação do ex-presidente Lula

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2018 | 16h19

RIO - O candidato do PT à Presidência da República nas eleições 2018, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 2, que o candidato Jair Bolsonaro  (PSL) precisa de tratamento psicológico. "Bolsonaro tem algum problema psicológico contra mulher, negro e LGBT. Sou a favor que a Câmara pague tratamento psicológico para ele", afirmou, em discurso para apoiadores no calçadão de Duque de Caxias, na Baixada fluminense. 

Ele também disse que o candidato, como deputado federal pelo Rio, não fez "10%" pelo Estado do que ele realizou como ministro da Educação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril, destacando a inauguração de unidades de ensino público federal e a concessão de bolsas do ProUni no período. "Bolsonaro está com boa votação no Rio por ser daqui. O que ele trouxe para cá? Mais ódio.  Ele tem 28 anos como deputado. Um patrimônio de R$ 15 milhões, e dizem que é pobre. Só se for na Suíça".

O candidato petista também criticou a fala contra o 13º salário feita pelo vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, e disse que com eles na Presidência os pobres pagariam mais imposto. "O mundo do Bolsonaro é completamente diferente do mundo que o presidente Lula encarna e que eu represento".

Haddad alertou apoiadores sobre mensagens via Whatsapp que podem difundir fake news. "Tem muito lixo contra a gente, tudo falso. Bolsonaro tem medo do debate olho no olho porque não tem o que dizer. (Ele age) só no Whatsapp. Desejo saúde a ele. Quero que ele viva 120 anos para ver que o mundo que ele tem na cabeça não pode ser de intolerância nem de perda de direitos".

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